A vazão do Rio Tietê na capital paulista aumentou de no início do…
Gabarito: C
O fenômeno das enchentes em grandes centros urbanos, como São Paulo, está diretamente relacionado às alterações que a urbanização impõe ao ciclo hidrológico local. Em condições naturais, uma parcela significativa da água da chuva infiltra-se no solo, alimentando o lençol freático e retardando a chegada da água aos rios. No entanto, a pavimentação de ruas, a construção de calçadas e edifícios criam uma barreira impermeável.
Enunciado
A vazão do Rio Tietê na capital paulista aumentou de no início do século XX para mais de na primeira década do século XXI. O rebaixamento da calha foi uma obra concluída em 2005 que alargou o rio em até 30 m e o aprofundou em 2,5 m na região metropolitana. Mesmo assim, São Paulo ainda sofre com os problemas das enchentes. Governo de SP deixou de limpar o Rio Tietê por quase três anos. Disponível em: http://noticias.uol.com.br. Acesso em: 13 nov. 2011 (adaptado). Esse problema vem ocorrendo em outros centros urbanos e tem como causa comum o aumento da
Alternativas
- A)
industrialização.
- B)
transposição de rios.
- C)
área de solo impermeabilizado.
Resposta correta - D)
descarga de resíduos químicos.
- E)
eutrofização de ambientes aquáticos.
Resolução comentada
GABARITO: C
O fenômeno das enchentes em grandes centros urbanos, como São Paulo, está diretamente relacionado às alterações que a urbanização impõe ao ciclo hidrológico local. Em condições naturais, uma parcela significativa da água da chuva infiltra-se no solo, alimentando o lençol freático e retardando a chegada da água aos rios. No entanto, a pavimentação de ruas, a construção de calçadas e edifícios criam uma barreira impermeável.
Com a redução da infiltração, o escoamento superficial (runoff) aumenta drasticamente em volume e velocidade. Como o texto aponta, mesmo com obras de engenharia para aumentar a calha do Rio Tietê (alargamento de e aprofundamento de ), a vazão aumentou de para mais de . Esse aumento de quase seis vezes na vazão é fruto da rápida drenagem de águas pluviais sobre áreas impermeabilizadas, que sobrecarrega o leito do rio em curtos intervalos de tempo.
- Incorreta. O aluno calcula a contribuição industrial como Vazão Industrial = Vazão Atual - Vazão Inicial = 1000 - 174 = 826 m³/s em vez de considerar a contribuição pluvial, obtendo um valor de descarte industrial impossível para a realidade da bacia.
- Incorreta. O aluno calcula em vez de atribuir o volume ao escoamento superficial urbano, acreditando erroneamente que o problema provém de outras bacias hidrográficas.
- Correta. A impermeabilização do solo reduz a taxa de infiltração de cerca de (em áreas naturais) para menos de (em áreas densamente urbanizadas), multiplicando o volume de água que corre superficialmente para os rios.
- Incorreta. O aluno calcula que a descarga química adiciona um volume significativo ao rio, usando em vez de entender que a poluição química altera a qualidade da água, mas seu volume é desprezível diante da vazão de uma cheia.
- Incorreta. O aluno calcula a obstrução do leito como em vez de focar na entrada excessiva de água, confundindo um problema biológico de oxigenação com a dinâmica hidrológica das enchentes.