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Disponível em: https://culturainquieta.com. Acesso em: 18 nov. 2021.…

Gabarito: D

A ilustração do artista argentino Al Margen, intitulada "Os defeitos da sociedade", utiliza uma estética surrealista e satírica para criticar comportamentos contemporâneos. A imagem apresenta uma figura humana fragilizada, quase esquelética, que emerge de uma estrutura que lembra uma flor ou casulo. Sobre sua cabeça, um espeto de aperitivo sustenta uma fatia de pão, um tomate e um dado, sugerindo a mercantilização de necessidades básicas e do acaso. O elemento crucial é o olho alado, que paira sobre a personagem, simbolizando a vigilância constante e a necessidade de visibilidade na "sociedade do espetáculo". A interação sugere que a existência e o desejo do indivíduo estão condicionados ao olhar externo e à espetacularização do cotidiano.

Enunciado

Disponível em: https://culturainquieta.com. Acesso em: 18 nov. 2021.

AL MARGEN. Os defeitos da sociedade. Ilustração, lápis. 2016.

Al Margen é um artista argentino que questiona padrões de comportamento da sociedade contemporânea. Essa ilustração reflete práticas sociais sintetizadas na

Imagem 1 do enunciado — Português ENEM 2024

Alternativas

  • A)

    exposição da vida privada nas redes sociais como estímulo à vaidade.

  • B)

    ideia de perfeição associada a padrões de beleza inacessíveis.

  • C)

    natureza simbólica da linguagem relacionada ao gênero.

  • D)

    relação entre visibilidade, imaginário social e desejo.

    Resposta correta
  • E)

    visão falseada do enclausuramento como proteção.

Resolução comentada

A ilustração do artista argentino Al Margen, intitulada "Os defeitos da sociedade", utiliza uma estética surrealista e satírica para criticar comportamentos contemporâneos. A imagem apresenta uma figura humana fragilizada, quase esquelética, que emerge de uma estrutura que lembra uma flor ou casulo. Sobre sua cabeça, um espeto de aperitivo sustenta uma fatia de pão, um tomate e um dado, sugerindo a mercantilização de necessidades básicas e do acaso. O elemento crucial é o olho alado, que paira sobre a personagem, simbolizando a vigilância constante e a necessidade de visibilidade na "sociedade do espetáculo". A interação sugere que a existência e o desejo do indivíduo estão condicionados ao olhar externo e à espetacularização do cotidiano.

  • Incorreta. O aluno isola o olho como único símbolo de vaidade individual nas redes (fator 11) e desconsidera os outros 22 elementos (pão/espeto e corpo), calculando 1/30,331/3 \approx 0{,}33 da mensagem. A obra foca na relação sistêmica de consumo de imagem, não apenas na vaidade.
  • Incorreta. O aluno soma a magreza extrema (11) à ideia de padrão estético (11), obtendo 1+1=21 + 1 = 2 como interpretação. No entanto, o título "defeitos" e o aspecto cadavérico anulam o conceito de perfeição, indicando definhamento social.
  • Incorreta. O aluno tenta multiplicar o tema da linguagem pela variável gênero (00), resultando em 0contexto=00 \cdot \text{contexto} = 0. Não existem marcadores visuais ou textuais na obra que suportem uma análise sobre gênero ou estrutura linguística.
  • Correta. A alternativa identifica a tríade visibilidade (olho), imaginário social (exposição do pão no espeto) e desejo (o ato de oferecer/alimentar o olhar), que compõe o núcleo da ilustração.
  • Incorreta. O aluno subtrai a ação de brotar/expor-se (1-1) da base floral protetora (+1+1), obtendo 11=01 - 1 = 0 para o enclausuramento. A personagem está em processo de abertura e exposição total ao olhar externo, e não protegida ou escondida.

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