A suspensão de um automóvel funciona como um sistema massa-mola…
Gabarito: B
Para resolver esta questão, devemos analisar como a alteração no comprimento da mola afeta sua constante elástica e, consequentemente, a frequência de oscilação do sistema em comparação com o parâmetro fixo .
Enunciado
A suspensão de um automóvel funciona como um sistema massa-mola amortecido cuja função é reduzir a amplitude de oscilação do automóvel. Esse sistema pode ser caracterizado por uma frequência de oscilação , em que é a constante elástica da mola e é a massa total do sistema formado por mola, amortecedor, pneu e roda. A suspensão do automóvel é originalmente dimensionada para que a relação entre e um parâmetro fixo seja:
- , quando não há oscilação do automóvel e o sistema volta à posição original rapidamente. Porém, seu amortecimento pode ser determinado também por outras duas relações entre e :
- , quando o sistema oscila algumas vezes até parar;
- , quando o sistema não oscila, retornando à sua posição original lentamente.
Por questões estéticas, o proprietário de um automóvel reduz à metade o comprimento original das molas de sua suspensão e troca rodas e pneus, de modo a manter a mesma massa total do sistema. Os demais componentes permanecem inalterados. Como essas alterações modificam a oscilação do sistema?
Alternativas
- A)
A constante elástica diminui e o sistema não oscila.
- B)
A constante elástica aumenta e o sistema passa a oscilar.
Resposta correta - C)
A constante elástica diminui e o sistema volta à posição original lentamente.
- D)
A constante elástica diminui e o sistema volta à posição original rapidamente.
- E)
A constante elástica aumenta e o sistema volta à posição original lentamente.
Resolução comentada
GABARITO: B
Para resolver esta questão, devemos analisar como a alteração no comprimento da mola afeta sua constante elástica e, consequentemente, a frequência de oscilação do sistema em comparação com o parâmetro fixo .
- Análise da Constante Elástica (k): A constante elástica de uma mola helicoidal é inversamente proporcional ao seu número de espiras e ao seu comprimento original. Matematicamente, se cortarmos uma mola ao meio, cada metade terá o dobro da constante elástica da mola original. Portanto, ao reduzir o comprimento à metade (), a nova constante elástica será .
- Cálculo da Nova Frequência (): A expressão dada é . Mantendo-se a massa constante e dobrando , temos:Como , então .
- Identificação do Regime de Oscilação: De acordo com o enunciado, quando , o sistema oscila algumas vezes até parar. Portanto, a constante elástica aumenta e o sistema passa a oscilar.
Análise das alternativas:
- Incorreta. O aluno supõe que a constante elástica é diretamente proporcional ao comprimento: . Com isso, ele obtém , o que resultaria em (não oscila), mas erra a relação física inicial.
- Correta. Como demonstrado, a constante elástica dobra e a nova frequência supera o valor de amortecimento crítico, permitindo a oscilação.
- Incorreta. O aluno aplica a relação errada , calculando . A partir daí, conclui corretamente que , o que levaria o sistema a retornar lentamente, mas baseia-se na premissa falsa sobre a rigidez da mola.
- Incorreta. O aluno utiliza e acredita que o comportamento de retornar rapidamente () se manteria por ser o projeto original, ignorando a mudança numérica.
- Incorreta. O aluno calcula corretamente que a constante aumenta (), mas inverte a lógica da desigualdade ou da descrição do regime, associando ao retorno lento () por considerar erroneamente que o aumento de frequência 'trava' o sistema.