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Diferentes projeções para a população brasileira: 2010-2100 Fonte:…

Gabarito: C

O gráfico apresenta projeções populacionais para o Brasil entre 2010 e 2100, indicando que a população atingirá um patamar máximo por volta de 2045-2050 (cerca de 233 milhões) e iniciará um processo de declínio após esse período. Esse comportamento é o resultado direto da transição demográfica avançada no país, onde as taxas de natalidade e fecundidade caem de forma mais acentuada que as de mortalidade, levando a uma diminuição progressiva do crescimento vegetativo (ou crescimento natural) até que este se torne negativo, resultando na redução do total de habitantes.

Enunciado

Diferentes projeções para a população brasileira: 2010-2100

Fonte: IBGE, revisão 2018; UM/ESA, revisão 2017. ALVES, J. E. D. A nova projeção da população brasileira do IBGE. Disponível em: www.ufjf.br. Acesso em: 1 out. 2021.

A configuração da projeção demográfica apresentada é explicada pelo(a)

Imagem 1 do enunciado — Geografia ENEM 2023

Alternativas

  • A)

    ampliação do êxodo campesino.

  • B)

    aumento da taxa de fecundidade.

  • C)

    redução do crescimento vegetativo.

    Resposta correta
  • D)

    retrocesso no controle de natalidade.

  • E)

    estagnação da entrada de imigrantes.

Resolução comentada

GABARITO: C

O gráfico apresenta projeções populacionais para o Brasil entre 2010 e 2100, indicando que a população atingirá um patamar máximo por volta de 2045-2050 (cerca de 233 milhões) e iniciará um processo de declínio após esse período. Esse comportamento é o resultado direto da transição demográfica avançada no país, onde as taxas de natalidade e fecundidade caem de forma mais acentuada que as de mortalidade, levando a uma diminuição progressiva do crescimento vegetativo (ou crescimento natural) até que este se torne negativo, resultando na redução do total de habitantes.

  1. Incorreta. O êxodo rural refere-se à migração do campo para a cidade e não altera, por si só, o volume total da população nacional, apenas sua distribuição espacial. O aluno confunde concentração urbana com crescimento demográfico: mesmo que a população urbana passasse de 85% para 100%, se as taxas de natalidade e mortalidade fossem estáveis, o total continuaria o mesmo (ex: 200 milhões + 0 rural = 200 milhões), não explicando a queda na curva após 2050.
  2. Incorreta. O aumento da fecundidade geraria mais nascimentos, elevando a curva continuamente ou postergando o pico. Se a taxa de fecundidade subisse do patamar atual de 1,71{,}7 para 2,52{,}5 filhos por mulher, a população projetada para 2100 seria de aproximadamente 190(2,5/1,7)280190 \cdot (2{,}5/1{,}7) \approx 280 milhões, o que contradiz a trajetória descendente mostrada no gráfico.
  3. Correta. O crescimento vegetativo é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade. Com a redução acentuada da natalidade, causada pela queda na taxa de fecundidade, esse saldo diminui ao longo das décadas até o ponto em que o número de mortes supera o de nascimentos, provocando a redução absoluta da população visível na segunda metade do gráfico.
  4. Incorreta. Retroceder no controle de natalidade implicaria em um aumento no número de nascimentos por falta de planejamento familiar. Se a natalidade aumentasse em 20%20\% devido a esse retrocesso, o pico populacional de 233233 milhões não seria o limite, e a população em 2100 estaria próxima de 2331,2=279,6233 \cdot 1{,}2 = 279{,}6 milhões, invalidando a projeção de declínio.
  5. Incorreta. Embora a imigração contribua para o total populacional, o saldo migratório do Brasil é insuficiente para ditar a tendência macro do gráfico. Se o saldo migratório fosse de 500.000500.000 pessoas por década até 2100, isso acrescentaria apenas 2,52{,}5 milhões ao total, valor desprezível diante da queda de 4040 milhões projetada entre o pico e o final do século; portanto, a estagnação não explica a inversão da curva.

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