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A partir dos anos 1970, a diversidade étnica e cultural ganha maior…

Gabarito: D

A questão estabelece uma linha de continuidade entre os movimentos culturais de valorização da diversidade a partir dos anos 1970 (como o Tropicalismo e o Teatro do Oprimido), as propostas pedagógicas de Paulo Freire na década de 1960 e as raízes modernistas de 1922. O ponto central é a figura de Mário de Andrade, que foi um dos principais artífices da busca por uma identidade brasileira autêntica. Para o Modernismo da primeira fase, o nacionalismo não deveria ser apenas ufanista ou imitador de padrões europeus, mas sim fundado na pesquisa das raízes populares, folclóricas e na aceitação da pluralidade étnica e cultural como o verdadeiro alicerce da nação. Assim, a Semana de 1922 visava transformar essa diversidade em uma categoria central da identidade nacional.

Enunciado

A partir dos anos 1970, a diversidade étnica e cultural ganha maior reconhecimento com movimentos culturais, tais como o “Tropicalismo”, os “Afrobahianos”, as inserções de referências religiosas afro-brasileiras na Bossa Nova e o “Teatro do Oprimido”. Tudo isso foi antecipado pelo Movimento de Cultura Popular, fundado por Paulo Freire nos anos de 1960. MEDEIROS, B. T. F. Quilombos, políticas patrimoniais e negociações. In: BARRIO, A. E.; MOTTA, A.; GOMES, M. H. (Org.). Inovação cultural, patrimônio e educação. Disponível em: http://campus.usal.es. Acesso em: 4 set. 2017 (adaptado). Essa ideia nacionalista surgiu dos sonhos de Mário de Andrade e da Semana de Arte Moderna de 1922, que visava o(a)

Alternativas

  • A)

    incorporação ao patrimônio nacional das culturas negra e portuguesa.

  • B)

    representação das realidades social e econômica do início do século.

  • C)

    reflexo da igualdade mestiça nos processos de patrimonialização.

  • D)

    ideal da diversidade cultural como categoria identitária nacional.

    Resposta correta
  • E)

    constituição da materialidade e da multiplicidade socioculturais.

Resolução comentada

A questão estabelece uma linha de continuidade entre os movimentos culturais de valorização da diversidade a partir dos anos 1970 (como o Tropicalismo e o Teatro do Oprimido), as propostas pedagógicas de Paulo Freire na década de 1960 e as raízes modernistas de 1922. O ponto central é a figura de Mário de Andrade, que foi um dos principais artífices da busca por uma identidade brasileira autêntica. Para o Modernismo da primeira fase, o nacionalismo não deveria ser apenas ufanista ou imitador de padrões europeus, mas sim fundado na pesquisa das raízes populares, folclóricas e na aceitação da pluralidade étnica e cultural como o verdadeiro alicerce da nação. Assim, a Semana de 1922 visava transformar essa diversidade em uma categoria central da identidade nacional.

  • Incorreta. O aluno reduz a proposta da Semana a um binômio histórico simplista, somando apenas as culturas negra e portuguesa (1+1=21 + 1 = 2), ignorando que o projeto de Mário de Andrade era muito mais amplo, incluindo a matriz indígena e as variações regionais do Brasil profundo.
  • Incorreta. O aluno interpreta o Modernismo como um movimento puramente descritivo de indicadores sociais ou estatísticos (Arte=Retrato Socioeconoˆmico\text{Arte} = \text{Retrato Socioeconômico}), falhando em perceber que a Semana de 22 focava na renovação da linguagem estética e na subjetividade simbólica da cultura, e não em um diagnóstico sociológico rigoroso do início do século.
  • Incorreta. O aluno confunde o reconhecimento da mestiçagem estética com a afirmação de uma igualdade social e política plena (Mestic¸agem=Igualdade Civil\text{Mestiçagem} = \text{Igualdade Civil}), projetando um conceito de justiça social contemporâneo sobre um debate que, em 1922, era focado na construção de uma 'consciência nacional' artística.
  • Correta. A alternativa descreve com precisão o projeto modernista de Mário de Andrade: entender a diversidade como a própria essência do ser brasileiro, transformando a multiplicidade de fontes em uma unidade identitária.
  • Incorreta. O aluno seleciona termos abstratos como 'materialidade' acreditando que a diversidade se resume ao acúmulo de objetos físicos (Diversidade=Objetos\text{Diversidade} = \sum \text{Objetos}), sem notar que o foco do texto e do movimento modernista é a construção de uma categoria identitária imaterial e simbólica.

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