No processo de captação da luz pelo olho para a formação de imagens…
Gabarito: C
A questão aborda a fisiologia da visão, especificamente a função dos fotorreceptores na retina. O enunciado define dois tipos de células e suas sensibilidades:
Enunciado
No processo de captação da luz pelo olho para a formação de imagens estão envolvidas duas estruturas celulares: os cones e os bastonetes. Os cones são sensíveis à energia dos fótons, e os bastonetes, à quantidade de fótons incidentes. A energia dos fótons que compõem os raios luminosos está associada à sua frequência, e a intensidade, ao número de fótons incidentes. Um animal que tem bastonetes mais sensíveis irá
Alternativas
- A)
apresentar daltonismo.
- B)
perceber cores fora do espectro do visível.
- C)
enxergar bem em ambientes mal iluminados.
Resposta correta - D)
necessitar de mais luminosidade para enxergar.
- E)
fazer uma pequena distinção de cores em ambientes iluminados.
Resolução comentada
GABARITO: C
A questão aborda a fisiologia da visão, especificamente a função dos fotorreceptores na retina. O enunciado define dois tipos de células e suas sensibilidades:
- Cones: Sensíveis à frequência da luz (energia dos fótons), responsáveis pela percepção das cores e visão em ambientes iluminados (visão fotópica).
- Bastonetes: Sensíveis à quantidade de fótons (intensidade luminosa), responsáveis pela visão em ambientes com pouca luz (visão escotópica), sem distinguir cores.
Se um animal possui bastonetes mais sensíveis, isso significa que essas células conseguem disparar impulsos nervosos mesmo com uma quantidade mínima de fótons. Matematicamente, se definirmos o limiar de detecção como e a sensibilidade como , temos uma relação inversamente proporcional:
Assim, quanto maior a sensibilidade (), menor é a quantidade de luz necessária para o estímulo (), permitindo que o animal enxergue em ambientes mal iluminados.
Análise das alternativas:
- Incorreta. O aluno confunde a função dos bastonetes com a dos cones. O daltonismo é uma deficiência na percepção de cores, ligada aos cones. O erro pedagógico é associar sensibilidade aumentada a uma patologia de percepção (valor 0 para visão de cores), ignorando que os bastonetes não processam matizes cromáticas.
- Incorreta. O aluno assume que a sensibilidade à quantidade de fótons se converte em sensibilidade à frequência fora da faixa visível. O erro consiste em trocar as variáveis: o aluno aplica a sensibilidade dos bastonetes ao espectro eletromagnético () em vez de aplicá-la à densidade de fluxo de fótons ().
- Correta. Como os bastonetes detectam baixas intensidades luminosas, uma maior sensibilidade permite a formação de imagens em locais com escassez de fótons.
- Incorreta. O aluno inverte a lógica da sensibilidade física. Ele calcula a necessidade de luz como sendo diretamente proporcional à sensibilidade, como se . Por exemplo: se a sensibilidade dobra (fator 2), ele conclui que a necessidade de luz também dobra (fator 2), quando na verdade ela cai pela metade (fator 0,5).
- Incorreta. O aluno atribui aos bastonetes a função de distinção de cores, que é exclusiva dos cones. Além disso, propõe um resultado de pequena distinção (fator de redução de qualidade) para um aumento de capacidade biológica, cometendo um erro de sinal na interpretação do benefício evolutivo.