O uso de novas tecnologias envolve a assimilação de uma cultura…
Gabarito: C
O texto analisa a transição do modelo industrial clássico (Taylorismo-Fordista) para o chamado paradigma flexível, característico do Toyotismo e da reestruturação produtiva do final do século XX. A crítica central do autor foca no fato de que o avanço tecnológico não é apenas um progresso técnico, mas uma ferramenta de gestão que altera o controle sobre o capital e a mão de obra, resultando em fenômenos como a terceirização e a precarização.
Enunciado
O uso de novas tecnologias envolve a assimilação de uma cultura empresarial na qual haja a integração entre as propostas de modernização tecnológica e a racionalização. Nem sempre o uso de novas tecnologias é apenas um processo técnico na medida em que pressupõe uma nova orientação no controle do capital, no processo produtivo e na qualificação da mão de obra. Dos diversos efeitos que derivaram dessa orientação, a terceirização, a precarização e a flexibilização aparecem com constância como características do paradigma flexível, em substituição ao modelo taylorista-fordista. HERÉDIA, V. Novas tecnologias nos processos de trabalho: efeitos da reestruturação produtiva. Scripta Nova, n. 170, ago. 2004 (adaptado). O uso de novas tecnologias relacionado ao controle empresarial é criticado no texto em razão da
Alternativas
- A)
operacionalização da tarefa laboral.
- B)
capacitação de profissionais liberais.
- C)
fragilização das relações de trabalho.
Resposta correta - D)
hierarquização dos cargos executivos.
- E)
aplicação dos conhecimentos da ciência.
Resolução comentada
O texto analisa a transição do modelo industrial clássico (Taylorismo-Fordista) para o chamado paradigma flexível, característico do Toyotismo e da reestruturação produtiva do final do século XX. A crítica central do autor foca no fato de que o avanço tecnológico não é apenas um progresso técnico, mas uma ferramenta de gestão que altera o controle sobre o capital e a mão de obra, resultando em fenômenos como a terceirização e a precarização.
- Incorreta. O aluno comete um erro de redução analítica ao considerar apenas a execução física da tarefa. Operação errada: o aluno atribui peso 1 ao termo 'técnico' e peso 0 à 'precarização', concluindo que o texto fala apenas da operacionalização da tarefa, quando a crítica foca na degradação das condições sociais do trabalho.
- Incorreta. O aluno comete um erro de categorização sociológica. Operação errada: o aluno confunde 'mão de obra' (trabalhadores assalariados) com 'profissionais liberais' (autônomos), ignorando que o paradigma flexível atinge justamente a relação de emprego formal, e não a formação de autônomos.
- Correta. O texto explicita que a nova orientação empresarial resulta em terceirização, precarização e flexibilização. Esses termos descrevem a erosão de direitos trabalhistas e a perda de estabilidade, o que configura diretamente a fragilização das relações de trabalho.
- Incorreta. O aluno comete um erro de escala organizacional. Operação errada: o aluno projeta o 'controle empresarial' apenas para o topo da pirâmide (cargos executivos), enquanto o texto foca no 'processo produtivo' e na 'qualificação da mão de obra', atingindo a massa de trabalhadores da base.
- Incorreta. O aluno comete um erro de valência axiológica. Operação errada: o aluno identifica a palavra 'ciência' e assume que toda aplicação tecnológica é positiva ou neutra, ignorando os 'diversos efeitos' negativos citados pelo autor (como a precarização).