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Com tanta espionagem à solta, governantes sofrem para ter um…

Gabarito: D

A questão aborda a ambivalência das tecnologias de comunicação contemporâneas, especificamente o smartphone. Embora o dispositivo seja uma ferramenta de integração social e acesso à informação para o cidadão comum, ele atua como um vetor de vulnerabilidade para figuras políticas e de Estado. O texto destaca três funções específicas que transcendem o uso comunicativo básico: a capacidade de rastreamento geográfico preciso e a possibilidade de gravação de áudio em tempo real, mesmo sem uma chamada ativa. Essas funcionalidades transformam o aparelho em um instrumento de vigilância onipresente, o que caracteriza a expansão dos espaços e das situações passíveis de monitoramento (públicas ou privadas).

Enunciado

Com tanta espionagem à solta, governantes sofrem para ter um smartphone, acessível aos cidadãos comuns, mas problemático para líderes políticos. O aparelho é também um potencial rastreador preciso, capaz de localizar o chefe de Estado no mapa e gravar as conversas mesmo sem estar fazendo uma chamada. Tentação e risco na forma de um smartphone. O Globo, 26 out. 2013 (adaptado). A situação retratada problematiza o uso dessa tecnologia em relação ao(à)

Alternativas

  • A)

    valorização das redes virtuais.

  • B)

    aumento da prática consumista.

  • C)

    crescimento da economia global.

  • D)

    expansão dos espaços monitorados.

    Resposta correta
  • E)

    ampliação dos meios comunicacionais.

Resolução comentada

A questão aborda a ambivalência das tecnologias de comunicação contemporâneas, especificamente o smartphone. Embora o dispositivo seja uma ferramenta de integração social e acesso à informação para o cidadão comum, ele atua como um vetor de vulnerabilidade para figuras políticas e de Estado. O texto destaca três funções específicas que transcendem o uso comunicativo básico: a capacidade de rastreamento geográfico preciso e a possibilidade de gravação de áudio em tempo real, mesmo sem uma chamada ativa. Essas funcionalidades transformam o aparelho em um instrumento de vigilância onipresente, o que caracteriza a expansão dos espaços e das situações passíveis de monitoramento (públicas ou privadas).

  • Incorreta. O aluno realiza a operação lógica de 'Associação por Semelhança Genérica': Smartphone = Redes Virtuais. Por exemplo: o aluno ignora os 3 termos de risco ('espionagem', 'rastreador', 'gravar') e foca apenas no objeto 'aparelho', resultando na escolha da alternativa (A) por não distinguir entre o uso social e a falha de segurança.
  • Incorreta. O aluno aplica uma 'Leitura Fragmentada' do texto: foca na expressão 'acessível aos cidadãos comuns' (linha 2) e a converte em sinônimo de consumo de massa. O erro consiste em priorizar 1 fragmento positivo em detrimento do núcleo argumentativo sobre espionagem governamental, obtendo a alternativa (B).
  • Incorreta. O aluno opera por 'Extrapolação Macroeconômica': associa a presença global do smartphone ao crescimento da economia global (C). O erro pedagógico é ignorar a escala do problema (segurança política individual) e saltar para uma consequência econômica sistêmica que não possui 1 único indício textual de suporte.
  • Correta. O texto é explícito ao mencionar o smartphone como um 'rastreador preciso' e capaz de 'gravar as conversas', o que indica que ambientes anteriormente privados ou seguros passam a ser espaços monitorados tecnologicamente.
  • Incorreta. O aluno comete o erro de 'Confusão entre Função e Disfunção': identifica que o smartphone é um 'meio comunicacional' e assume que o texto elogia sua 'ampliação'. Na verdade, o texto 'problematiza' (termo do enunciado) justamente a perda de controle sobre essa comunicação, ou seja, a vigilância em vez da conectividade, reduzindo a análise a 0% do conteúdo crítico apresentado.

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