A ausência quase completa de fantasmas na Bíblia deve ter favorecido…
Gabarito: B
- Incorreta. O aluno opera uma generalização indevida de 100%. Por exemplo: o aluno calcula em vez de compreender que a crítica é direcionada especificamente ao culto pagão aos mortos, e não à existência de ritos funerários cristãos, que continuaram a existir de forma ressignificada.
- Correta. A reticência em relação aos fantasmas e ao culto dos mortos visava diferenciar o cristianismo das crenças politeístas vizinhas (greco-romanas, germânicas e celtas), onde a placação de espíritos e o contato com os mortos eram centrais. Ao focar em um Deus de vivos e na promessa da ressurreição futura, a Igreja evitava a sobrevivência de ritos ancestrais que mantinham viva a estrutura religiosa do politeísmo.
- Incorreta. O aluno confunde categorias teológicas distintas e opera uma associação errônea de termos. Por exemplo: o aluno soma em vez de perceber que o exorcismo é voltado para a expulsão de demônios de indivíduos vivos, não possuindo correlação com a negação da existência de fantasmas ou com o significado da morte discutido no texto.
- Incorreta. O aluno estabelece uma equivalência falsa entre entidades sobrenaturais. Por exemplo: o aluno calcula em vez de notar que, historicamente, a rejeição cristã aos fantasmas coexistiu com um fortalecimento da crença em demônios e na possessão diabólica durante a Idade Média.
- Incorreta. O aluno realiza uma leitura invertida, ignorando o termo negativo do enunciado. Por exemplo: o aluno processa a expressão 'rejeição de fantasmas' com um multiplicador de inversão em vez de observar que o texto enfatiza justamente a vontade de evitar e recusar o contato mediúnico ou o culto aos espíritos dos mortos.
Enunciado
A ausência quase completa de fantasmas na Bíblia deve ter favorecido também a vontade de rejeição dos fantasmas pela cultura cristã. Várias passagens dos Evangelhos manifestam mesmo uma grande reticência com relação a um culto dos mortos: “Deixa os mortos sepultar os mortos”, diz Jesus (Mt 8:21), ou ainda: “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos” (Mt 22:32). Por certo, numerosos mortos são ressuscitados por Jesus (e, mais tarde, por alguns de seus discípulos), mas tal milagre — o mais notório possível segundo as classificações posteriores dos hagiógrafos medievais — não é assimilável ao retorno de um fantasma. Ele prefigura a própria ressurreição do Cristo três dias depois de sua Paixão. Antecipa também a ressurreição universal dos mortos no fim dos tempos.
SCHMITT, J.-C. Os vivos e os mortos na sociedade medieval. São Paulo: Cia. das Letras, 1999. De acordo com o texto, a representação da morte ganhou novos significados nessa religião para
Alternativas
- A)
extinguir as formas de ritualismo funerário.
- B)
evitar a expressão de antigas crenças politeístas.
Resposta correta - C)
sacramentar a execução do exorcismo de infiéis.
- D)
enfraquecer a convicção na existência de demônios.
- E)
consagrar as práticas de contato mediúnico transcendental.
Resolução comentada
- Incorreta. O aluno opera uma generalização indevida de 100%. Por exemplo: o aluno calcula em vez de compreender que a crítica é direcionada especificamente ao culto pagão aos mortos, e não à existência de ritos funerários cristãos, que continuaram a existir de forma ressignificada.
- Correta. A reticência em relação aos fantasmas e ao culto dos mortos visava diferenciar o cristianismo das crenças politeístas vizinhas (greco-romanas, germânicas e celtas), onde a placação de espíritos e o contato com os mortos eram centrais. Ao focar em um Deus de vivos e na promessa da ressurreição futura, a Igreja evitava a sobrevivência de ritos ancestrais que mantinham viva a estrutura religiosa do politeísmo.
- Incorreta. O aluno confunde categorias teológicas distintas e opera uma associação errônea de termos. Por exemplo: o aluno soma em vez de perceber que o exorcismo é voltado para a expulsão de demônios de indivíduos vivos, não possuindo correlação com a negação da existência de fantasmas ou com o significado da morte discutido no texto.
- Incorreta. O aluno estabelece uma equivalência falsa entre entidades sobrenaturais. Por exemplo: o aluno calcula em vez de notar que, historicamente, a rejeição cristã aos fantasmas coexistiu com um fortalecimento da crença em demônios e na possessão diabólica durante a Idade Média.
- Incorreta. O aluno realiza uma leitura invertida, ignorando o termo negativo do enunciado. Por exemplo: o aluno processa a expressão 'rejeição de fantasmas' com um multiplicador de inversão em vez de observar que o texto enfatiza justamente a vontade de evitar e recusar o contato mediúnico ou o culto aos espíritos dos mortos.