Muitos trabalhos recentes de arte digital não consistem mais em…
Gabarito: D
O texto de Arlindo Machado discute como as tecnologias digitais alteram a relação tradicional entre autor, obra e público. Na arte digital, a obra deixa de ser um objeto estático e acabado para se tornar um "campo de possibilidades" ou um programa. Isso significa que o resultado estético final depende da participação ativa de quem está na ponta final (o antigo espectador). Ao interagir com o programa gerador, o público deixa de apenas observar para interferir diretamente na manifestação da obra, o que gera uma crise na definição clássica de autoria, pois a criação passa a ser compartilhada entre o programador, a máquina e o usuário.
Enunciado
Muitos trabalhos recentes de arte digital não consistem mais em objetos puros e simples, que se devem admirar ou analisar, mas em campos de possibilidades, programas geradores de experiências estéticas potenciais. Se já era difícil decidir sobre a paternidade de um produto da cultura técnica, visto que ela oscilava entre a máquina e os vários sujeitos que a manipulam, a tarefa agora torna-se ainda mais complexa. Se quisermos complicar ainda mais o esquema da criação nos objetos artísticos produzidos com meios tecnológicos, poderíamos incluir também aquele que está na ponta final do processo e que foi conhecido pelos nomes (hoje inteiramente inapropriados) de espectadores, ouvintes ou leitores: numa palavra, os receptores de produtos culturais. MACHADO, A. Máquina e imaginário: o desafio das poéticas tecnológicas. São Paulo: Edusp, 1993 (adaptado). O autor demonstra a crise que os meios digitais trazem para questões tradicionais da criação artística, particularmente, para a autoria. Essa crise acontece porque, atualmente, além de clicar e navegar, o público
Alternativas
- A)
analisa o objeto artístico.
- B)
anula a proposta do autor.
- C)
assume a criação da obra.
- D)
interfere no trabalho de arte.
Resposta correta - E)
impede a atribuição de autoria.
Resolução comentada
O texto de Arlindo Machado discute como as tecnologias digitais alteram a relação tradicional entre autor, obra e público. Na arte digital, a obra deixa de ser um objeto estático e acabado para se tornar um "campo de possibilidades" ou um programa. Isso significa que o resultado estético final depende da participação ativa de quem está na ponta final (o antigo espectador). Ao interagir com o programa gerador, o público deixa de apenas observar para interferir diretamente na manifestação da obra, o que gera uma crise na definição clássica de autoria, pois a criação passa a ser compartilhada entre o programador, a máquina e o usuário.