Don't write in English, they said, English is not your mother…
Gabarito: D
A questão exige o emprego de Estratégias Macro de Leitura aliadas à Inferência e Pragmática. O objetivo é identificar o propósito comunicativo e a atitude da autora Kamala Das em relação ao uso da língua inglesa, que não é sua língua materna, mas na qual ela escolhe produzir sua obra literária.
Enunciado
Don't write in English, they said, English is not your mother tongue... ... The language I speak Becomes mine, its distortions, its queerness All mine, mine alone, it is half English, half Indian, funny perhaps, but it is honest, It is as human as I am human... ...It voices my joys, my longings my Hopes... (Kamala Das, 1965:10)
GARGESH, R. South Asian Englishes. In: KACHRU, B. B.; KACHRU, Y.; NELSON, C. L. (Eds.). The Handbook of World Englishes. Singapore : Blackwell,2006.
A poetisa Kamala Das, como muitos escritores indianos, escreve suas obras em inglês, apesar de essa não ser sua primeira língua. Nesses versos, ela
Alternativas
- A)
usa a língua inglesa com efeito humorístico.
- B)
recorre a vozes de vários escritores ingleses.
- C)
adverte sobre o uso distorcido da língua inglesa.
- D)
demonstra consciência de sua identidade linguística.
Resposta correta - E)
reconhece a incompreensão na sua maneira de falar inglês.
Resolução comentada
GABARITO: D
A questão exige o emprego de Estratégias Macro de Leitura aliadas à Inferência e Pragmática. O objetivo é identificar o propósito comunicativo e a atitude da autora Kamala Das em relação ao uso da língua inglesa, que não é sua língua materna, mas na qual ela escolhe produzir sua obra literária.
No fragmento, a poetisa relata ter sido aconselhada a não escrever em inglês. Ela rebate essa posição afirmando que a língua que fala "torna-se minha" (Becomes mine), com todas as suas "distorções" e "estranhezas" (distortions, its queerness). Ao declarar que a língua é "metade inglesa, metade indiana" (half English, half Indian) e que ela dá voz às suas alegrias e anseios, a autora demonstra uma profunda aceitação de sua identidade híbrida, reivindicando o direito de se expressar em uma versão do inglês que reflete sua realidade cultural.
- Incorreta. O aluno isola o adjetivo (1 ocorrência) e ignora a ressalva (talvez) e os termos subsequentes e . O erro consiste em operar uma redução de 100% do sentido do poema a um único vocábulo interpretado de forma literal e fora de contexto.
- Incorreta. O aluno interpreta a citação inicial como se a autora estivesse incorporando ou aceitando a influência desses escritores. Contudo, a estrutura do texto é de oposição: o aluno ignora a transição lógica para a primeira pessoa , confundindo a voz de oposição (terceiros) com a voz enunciativa (autora).
- Incorreta. O aluno interpreta a palavra (1 ocorrência) com um valor semântico puramente negativo de "erro a ser evitado". Ele falha ao não perceber que o texto qualifica essas distorções como . O erro pedagógico é a atribuição de um valor de advertência a um termo que, no contexto, é de reafirmação.
- Correta. A autora utiliza expressões de posse e identidade como e para validar sua posição no mundo e sua forma de usar a língua.
- Incorreta. O aluno confunde a descrição da língua como (peculiaridade) com uma falha de comunicação ou incompreensão. O texto afirma explicitamente que a língua , ou seja, cumpre sua função comunicativa em 100% das instâncias desejadas pela autora, invalidando a ideia de incompreensão.