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Embora a compra de cargos e títulos fosse bem difundida na América,…

Gabarito: E

A questão aborda a lógica da economia das mercês, uma prática central do Antigo Regime tanto na metrópole quanto nas colônias. De acordo com o texto, a Coroa Espanhola utilizava a concessão de títulos de nobreza (como marquês e conde) para recompensar serviços prestados por vice-reis, capitães-gerais e militares, além de feitos ligados à expansão colonial. No sistema monárquico, a honra e o status social eram moedas de troca política: ao elevar o status de indivíduos que serviam ao império, o monarca criava uma rede de dependência e fidelidade. Esse mecanismo garantia que as elites locais tivessem interesse direto na preservação da autoridade real, pois seu prestígio social derivava da legitimação vinda do trono. Portanto, a distribuição de títulos era uma ferramenta de governabilidade para assegurar a coesão do vasto império ultramarino.

Enunciado

Embora a compra de cargos e títulos fosse bem difundida na América, muitos nobres, aí moradores, receberam títulos da monarquia devido a suas qualidades e serviços. Desde o século XVI, os títulos de marquês e conde (títulos de Castela) eram concedidos, sobretudo, aos vice-reis e capitães-gerais nascidos na Espanha. Com menor incidência, esta mercê régia também podia ser remuneração de serviços militares, de feitos na conquista, colonização e fundação de cidades. RAMINELLI, R. Nobreza e riqueza no Antigo Regime ibérico setecentista. Revista de História, n. 169, jul.-dez. 2013. Segundo o texto, as concessões da Coroa espanhola visavam o fortalecimento do seu poder na América ao

Alternativas

  • A)

    restringir os privilégios dos comerciantes.

  • B)

    reestruturar a organização das tropas.

  • C)

    reconhecer os opositores do regime.

  • D)

    facilitar a atuação dos magistrados.

  • E)

    fortalecer a lealdade dos súditos.

    Resposta correta

Resolução comentada

A questão aborda a lógica da economia das mercês, uma prática central do Antigo Regime tanto na metrópole quanto nas colônias. De acordo com o texto, a Coroa Espanhola utilizava a concessão de títulos de nobreza (como marquês e conde) para recompensar serviços prestados por vice-reis, capitães-gerais e militares, além de feitos ligados à expansão colonial. No sistema monárquico, a honra e o status social eram moedas de troca política: ao elevar o status de indivíduos que serviam ao império, o monarca criava uma rede de dependência e fidelidade. Esse mecanismo garantia que as elites locais tivessem interesse direto na preservação da autoridade real, pois seu prestígio social derivava da legitimação vinda do trono. Portanto, a distribuição de títulos era uma ferramenta de governabilidade para assegurar a coesão do vasto império ultramarino.

  • Incorreta. O aluno estabelece uma relação de soma zero entre grupos sociais, operando logicamente como: PrivileˊgiosTotais=PComerciantesPNobres\text{Privilégios}_{Totais} = P_{Comerciantes} - P_{Nobres}. Por exemplo: o aluno subtrai o prestígio da nobreza do saldo político dos comerciantes, resultando em uma suposta restrição que não possui evidência no texto ou na lógica das mercês, que visava a integração das elites, não a exclusão dos comerciantes.
  • Incorreta. O aluno confunde a variável de status individual com a variável de estrutura organizacional: EstruturaNova=TropasTıˊtuloEstrutura_{Nova} = Tropas \cdot \text{Título}. Por exemplo: o aluno multiplica a concessão de um título individual por uma mudança estrutural no corpo militar, obtendo uma reforma administrativa em vez de um reconhecimento social por serviços prestados.
  • Incorreta. O aluno inverte o sinal da relação política de fidelidade: Merceˆ=Oposic¸a˜o(1)\text{Mercê} = \text{Oposição} \cdot (-1). Por exemplo: o aluno troca o serviço prestado (valor positivo) por oposição ao regime (valor negativo), resultando no reconhecimento de inimigos como se fossem aliados, o que contradiz a lógica de premiar a lealdade descrita no texto.
  • Incorreta. O aluno soma funções administrativas a títulos honoríficos de forma indevida: Atuac¸a˜oJudiciaˊria=Tıˊtulo+Func¸a˜o\text{Atuação}_{\text{Judiciária}} = \text{Título} + \text{Função}. Por exemplo: o aluno adiciona a dignidade do título de marquês diretamente à facilitação do trabalho dos magistrados, confundindo o prestígio nobiliárquico com a eficácia funcional da burocracia jurídica.
  • Correta. A concessão de títulos funciona como uma função de reforço da autoridade: PoderReal=(Servic¸osReconhecimento)Poder_{Real} = \sum (\text{Serviços} \cdot Reconhecimento). Ao remunerar serviços e feitos com títulos, a Coroa converte o esforço individual em lealdade institucional, fortalecendo os vínculos entre os súditos americanos e a monarquia.

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