Pular para o conteúdo

Os antigos filósofos, observando o grande volume de água de rios como…

Gabarito: E

A investigação conduzida por Pierre Pernault no século XVIII foi fundamental para a hidrologia moderna pois estabeleceu uma base quantitativa para o balanço hídrico. Ao medir simultaneamente a precipitação (chuva) e a vazão (volume do rio Sena), ele demonstrou que a quantidade de água que cai do céu é mais do que suficiente para manter o fluxo dos rios, contrariando a percepção intuitiva da época. O raciocínio baseia-se na conservação de massa dociclo hidroloˊgico\text{ciclo hidrológico}, onde o volume de entrada (precipitação) é distribuído entre a saída superficial e a perda para a atmosfera. A conclusão de que apenas 1/61/6 da água escoa pelo rio e os 5/65/6 restantes retornam à atmosfera via evaporação fecha o circuito do ciclo da água na natureza.

Enunciado

Os antigos filósofos, observando o grande volume de água de rios como o Nilo, Reno e outros, imaginavam que as chuvas eram insuficientes para alimentar tão consideráveis massas de água. Foi no século XVIII que Pierre Pernault mediu a quantidade de chuva durante três anos na cabeceira do rio Sena. Também mediu o volume de água do referido rio e chegou à conclusão de que apenas a sexta parte se escoava e o restante era evaporado. LEINZ, V. Geologia geral. São Paulo: Editora Nacional, 1989 (adaptado). A investigação feita por Pierre Pernault contribuiu diretamente para a explicação científica sobre

Alternativas

  • A)

    intemperismo químico.

  • B)

    rede de drenagem.

  • C)

    degelo de altitude.

  • D)

    erosão pluvial.

  • E)

    ciclo hidrológico.

    Resposta correta

Resolução comentada

GABARITO: E

A investigação conduzida por Pierre Pernault no século XVIII foi fundamental para a hidrologia moderna pois estabeleceu uma base quantitativa para o balanço hídrico. Ao medir simultaneamente a precipitação (chuva) e a vazão (volume do rio Sena), ele demonstrou que a quantidade de água que cai do céu é mais do que suficiente para manter o fluxo dos rios, contrariando a percepção intuitiva da época. O raciocínio baseia-se na conservação de massa dociclo hidroloˊgico\text{ciclo hidrológico}, onde o volume de entrada (precipitação) é distribuído entre a saída superficial e a perda para a atmosfera. A conclusão de que apenas 1/61/6 da água escoa pelo rio e os 5/65/6 restantes retornam à atmosfera via evaporação fecha o circuito do ciclo da água na natureza.

  • Incorreta. O aluno confunde o processo de transporte e balanço de água com o processo de decomposição de rochas. Operação errada concreta: o aluno subtrai o volume do rio do volume da chuva e atribui o saldo à reação química: 11/6=5/61 - 1/6 = 5/6 de potencial de intemperismo.
  • Incorreta. O aluno confunde a dinâmica do ciclo da água com a morfologia ou hierarquia dos canais fluviais. Operação errada concreta: interpreta a fração de escoamento como uma proporção de canais: 1/61/6 significa 1 rio principal para cada 6 afluentes.
  • Incorreta. O aluno foca na localização (cabeceiras/nascentes) e ignora a medição pluvial mencionada. Operação errada concreta: assume que se a chuva é insuficiente, a diferença deve ser gelo: 11/6=5/61 - 1/6 = 5/6 do volume do rio provém do degelo.
  • Incorreta. O aluno foca no impacto mecânico da água no solo em vez do balanço de massa. Operação errada concreta: associa a sexta parte que escoa diretamente à taxa de remoção de sedimentos: 1/6volume total=capacidade erosiva1/6 \cdot \text{volume total} = \text{capacidade erosiva}.
  • Correta. O experimento relaciona precipitação, escoamento superficial e evaporação, que são os pilares do ciclo hidrológico.

Usamos cookies necessários para o funcionamento do site e, com seu consentimento, cookies de análise para melhorar a experiência. Leia nossa Política de Privacidade.