A polinização, que viabiliza o transporte do grão de pólen de uma…
Gabarito: E
A polinização abiótica pelo vento (anemofilia) é um processo aleatório e estatisticamente ineficiente quando comparado à polinização biótica (por animais). Para que o grão de pólen atinja o estigma de outra planta apenas pelo deslocamento do ar, a planta precisa maximizar a probabilidade desse encontro ocorrer. A estratégia evolutiva mais eficaz para isso é a superprodução de grãos de pólen.
Enunciado
A polinização, que viabiliza o transporte do grão de pólen de uma planta até o estigma de outra, pode ser realizada biótica ou abioticamente. Nos processos abióticos, as plantas dependem de fatores como o vento e a água. A estratégia evolutiva que resulta em polinização mais eficiente quando esta depende do vento é o (a)
Alternativas
- A)
diminuição do cálice.
- B)
alongamento do ovário.
- C)
disponibilização do néctar.
- D)
intensificação da cor das pétalas.
- E)
aumento do número de estames.
Resposta correta
Resolução comentada
GABARITO: E
A polinização abiótica pelo vento (anemofilia) é um processo aleatório e estatisticamente ineficiente quando comparado à polinização biótica (por animais). Para que o grão de pólen atinja o estigma de outra planta apenas pelo deslocamento do ar, a planta precisa maximizar a probabilidade desse encontro ocorrer. A estratégia evolutiva mais eficaz para isso é a superprodução de grãos de pólen.
Como os estames são as estruturas responsáveis pela produção de pólen (microsporângios), o aumento do número de estames em uma flor ou inflorescência resulta em uma nuvem de pólen muito mais densa. Matematicamente, se a probabilidade de um grão de pólen atingir o alvo é , a probabilidade de sucesso com grãos é . Assim, quanto maior o número de estames, maior o valor de e maior a eficiência da polinização por anemofilia.
Análise das alternativas:
- Incorreta. O aluno supõe que a redução de estruturas de proteção é a prioridade, calculando que uma diminuição de no volume do cálice facilitaria a saída do pólen, mas ignora que isso não compensa a baixa probabilidade de encontro característica do vento.
- Incorreta. O aluno confunde a estrutura receptora (estigma) com a base do carpelo (ovário). Ele imagina que um ovário vezes mais longo facilitaria a fecundação, mas na polinização pelo vento, o fator crítico é a captura do pólen no estigma, e não a posição do ovário em si.
- Incorreta. O aluno aplica erroneamente a lógica da polinização biótica, acreditando que aumentar a oferta de néctar em tornaria a planta mais eficiente, sem perceber que o vento não é atraído por recompensas energéticas, tornando esse gasto metabólico inútil.
- Incorreta. O aluno assume que a eficiência está ligada à visibilidade, estimando que pétalas com vezes mais pigmentação seriam melhores, ignorando que agentes abióticos como o vento não possuem receptores sensoriais para cor.
- Correta. Ao aumentar o número de estames, a planta aumenta a produção de pólen. Por exemplo, passar de para estames aumenta a quantidade de material genético disperso em vezes, elevando drasticamente a chance de polinização cruzada bem-sucedida pelo vento.