A participação da mulher no processo de decisão política ainda é…
Gabarito: B
A questão discute o fenômeno da sub-representação feminina nos espaços de poder político, especificamente no Poder Legislativo brasileiro. O texto de Fátima Tabak ressalta que essa exclusão ocorre independentemente do regime social ou econômico, apontando para um déficit democrático estrutural. Para mitigar essa desigualdade, o Estado brasileiro adotou mecanismos de ações afirmativas, sendo o mais relevante o sistema de reserva de percentuais mínimos para candidaturas de mulheres nas eleições proporcionais.
Enunciado
A participação da mulher no processo de decisão política ainda é extremamente limitada em praticamente todos os países, independentemente do regime econômico e social e da estrutura institucional vigente em cada um deles. É fato público e notório, além de empiricamente comprovado, que as mulheres estão em geral sub-representadas nos órgãos do poder, pois a proporção não corresponde jamais ao peso relativo dessa parte da população.
TABAK, F. Mulheres públicas: participação política e poder. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2002.
No âmbito do Poder Legislativo brasileiro, a tentativa de reverter esse quadro de sub-representação tem envolvido a implementação, pelo Estado, de
Alternativas
- A)
leis de combate à violência doméstica.
- B)
cotas de gênero nas candidaturas partidárias.
Resposta correta - C)
programas de mobilização política nas escolas.
- D)
propagandas de incentivo ao voto consciente.
- E)
apoio financeiro às lideranças femininas.
Resolução comentada
A questão discute o fenômeno da sub-representação feminina nos espaços de poder político, especificamente no Poder Legislativo brasileiro. O texto de Fátima Tabak ressalta que essa exclusão ocorre independentemente do regime social ou econômico, apontando para um déficit democrático estrutural. Para mitigar essa desigualdade, o Estado brasileiro adotou mecanismos de ações afirmativas, sendo o mais relevante o sistema de reserva de percentuais mínimos para candidaturas de mulheres nas eleições proporcionais.
- O ponto central é a desigualdade entre o peso demográfico das mulheres e sua reduzida ocupação de cargos eletivos.
- O Poder Legislativo (Câmara dos Deputados, Assembleias e Câmaras Municipais) é o foco da medida estatal citada.
- A Lei n. 9.504/1997 (Lei das Eleições) estabeleceu a obrigatoriedade de que cada partido ou coligação preencha o mínimo de e o máximo de para candidaturas de cada sexo.
- Incorreta. O aluno realiza a operação de substituição de esfera de atuação: Proteção Física em vez de Representação Política. Por exemplo: o aluno associa o combate à violência (foco da Lei Maria da Penha) como o motor direto da ocupação de cadeiras legislativas, confundindo proteção de direitos civis com o exercício de direitos políticos passivos.
- Correta. As cotas de gênero são o instrumento legal utilizado pelo Estado brasileiro para garantir que uma porcentagem mínima de candidaturas femininas seja apresentada pelos partidos, visando corrigir a exclusão histórica no Legislativo.
- Incorreta. O aluno aplica uma operação de deslocamento temporal: Longo Prazo em vez de Mecanismo Imediato. Por exemplo: o aluno projeta uma solução educacional e cultural para o futuro em vez de identificar o mecanismo institucional concreto de reforma das regras eleitorais para a composição do poder atual.
- Incorreta. O aluno utiliza a operação de transferência de responsabilidade: Eleitor em vez de Estrutura Partidária. Por exemplo: o aluno foca na mudança qualitativa do voto individual (consciência) em vez de focar na regra de acesso e oferta de candidatas pelos partidos políticos e pelo Estado.
- Incorreta. O aluno opera uma falha de modalidade de incentivo: Benefício Individual em vez de Regra Coletiva. Por exemplo: o aluno supõe um subsídio financeiro direto a lideranças já estabelecidas em vez de uma exigência legal de inclusão de novos nomes femininos nas listas de concorrência partidária.