Se o dançarino já preparou toda a sensação antes, ele não está no…
Gabarito: B
O fragmento de Ana Cristina Colla, integrante do LUME Teatro, discute a concepção de corpo vazio na performance cênica. O texto propõe que, ao desapegar-se do controle consciente, do pensamento racional e das emoções previamente ensaiadas, o artista abre espaço para que o corpo manifeste algo que transcende a individualidade do intérprete. Quando o texto afirma que é o seu corpo que está dizendo algo, não é você, ele indica que o ápice da atuação não reside na técnica ou no ego, mas sim no momento em que o artista vai além de si mesmo para permitir a comunicação direta com o espectador.
Enunciado
Se o dançarino já preparou toda a sensação antes, ele não está no vazio... já está acabado. Nesse momento (vazio) é o seu corpo que está dizendo algo, não é você. Quando o ator está nesse momento de desistir, é nesse momento que ele deve continuar; é nesse momento que chega algo para quem está assistindo. Não importa tanto a coreografia e todo esse trabalho. O mais importante é isso, o vazio, e como você continua com isso... COLLA, A. C. Caminhante, não há caminhos, só rastros. São Paulo: Perspectiva, 2013. O texto considera que um corpo vazio (de som, sentimento e pensamento) pode fazer qualquer coisa. Nessa concepção, a atuação do dançarino alcança o ápice de
Alternativas
- A)
inércia em cena.
- B)
transcendência de si.
Resposta correta - C)
significação do preparo.
- D)
ausência de comunicação.
- E)
consciência do movimento.
Resolução comentada
O fragmento de Ana Cristina Colla, integrante do LUME Teatro, discute a concepção de corpo vazio na performance cênica. O texto propõe que, ao desapegar-se do controle consciente, do pensamento racional e das emoções previamente ensaiadas, o artista abre espaço para que o corpo manifeste algo que transcende a individualidade do intérprete. Quando o texto afirma que é o seu corpo que está dizendo algo, não é você, ele indica que o ápice da atuação não reside na técnica ou no ego, mas sim no momento em que o artista vai além de si mesmo para permitir a comunicação direta com o espectador.
- Incorreta. O aluno interpreta o termo vazio como nulidade física ou falta de ação. Ele aplica o raciocínio de que , obtendo a ideia de inércia, ignorando que o texto diz que o corpo vazio pode fazer qualquer coisa.
- Correta. Ao desvencilhar-se do você (o ego, a mente racional) para que o corpo fale, o dançarino atinge a transcendência de si, permitindo que a arte ocorra de forma visceral e orgânica.
- Incorreta. O aluno inverte a hierarquia de importância apresentada pelo autor. Ele atribui de valor ao preparo técnico, ignorando a frase não importa tanto a coreografia e todo esse trabalho, que reduz a significação do preparo técnico em favor da experiência do vazio.
- Incorreta. O aluno confunde o silêncio interno com a falta de transmissão de mensagem. Ele assume que , resultando no valor de comunicação, quando o texto afirma explicitamente que é nesse momento que chega algo para quem está assistindo.
- Incorreta. O aluno entende a sensação preparada como consciência vigilante. Ele soma a consciência anterior ao ato presente ( unidades de controle), quando o autor propõe justamente a subtração do controle consciente para que o corpo atue livremente.