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A dança moderna propõe em primeiro lugar o conhecimento de si e o…

Gabarito: C

O texto de Klauss Vianna e Maria Carvalho apresenta uma perspectiva central da dança moderna e contemporânea: a priorização do indivíduo sobre a forma estética pré-estabelecida. A lógica proposta inverte o ensino clássico tradicional. Em vez de o bailarino se adaptar a uma forma externa(FormaCorpo)(\text{Forma} \to \text{Corpo}), o movimento deve surgir do autoconhecimento e da necessidade expressiva do próprio artista(Espıˊrito+AutodomıˊnioMinha Forma)(\text{Espírito} + \text{Autodomínio} \to \text{Minha Forma}). Portanto, a técnica não é um fim em si mesma, mas um meio para que o corpo consiga manifestar a criação pessoal e subjetiva do bailarino.

Enunciado

A dança moderna propõe em primeiro lugar o conhecimento de si e o autodomínio. Minha proposta é esta: através do conhecimento e do autodomínio chego à forma, à minha forma — e não o contrário. É uma inversão que muda toda a estética, toda a razão do movimento. A técnica na dança tem apenas uma finalidade: preparar o corpo para responder à exigência do espírito artístico. VIANNA, K.; CARVALHO, M. A. A dança. São Paulo: Siciliano, 1990. Na abordagem dos autores, a técnica, o autodomínio e o conhecimento do bailarino estão a serviço da

Alternativas

  • A)

    padronização do movimento da dança.

  • B)

    subordinação do corpo a um padrão.

  • C)

    concretização da criação pessoal.

    Resposta correta
  • D)

    ideia preconcebida de forma.

  • E)

    busca pela igualdade entre os bailarinos.

Resolução comentada

O texto de Klauss Vianna e Maria Carvalho apresenta uma perspectiva central da dança moderna e contemporânea: a priorização do indivíduo sobre a forma estética pré-estabelecida. A lógica proposta inverte o ensino clássico tradicional. Em vez de o bailarino se adaptar a uma forma externa(FormaCorpo)(\text{Forma} \to \text{Corpo}), o movimento deve surgir do autoconhecimento e da necessidade expressiva do próprio artista(Espıˊrito+AutodomıˊnioMinha Forma)(\text{Espírito} + \text{Autodomínio} \to \text{Minha Forma}). Portanto, a técnica não é um fim em si mesma, mas um meio para que o corpo consiga manifestar a criação pessoal e subjetiva do bailarino.

Análise das alternativas:

  • Incorreta. O aluno aplica a lógica da dança clássica, onde Teˊcnica=Repetic¸a˜o de Padra˜o\text{Técnica} = \text{Repetição de Padrão}. Por exemplo: o aluno ignora o trecho "minha forma" e assume que técnica serve apenas para uniformizar movimentos, resultando em 1Teˊcnica=Padra˜o1 \cdot \text{Técnica} = \text{Padrão}.
  • Incorreta. O aluno confunde autodomínio com submissão. Ele subtrai a autonomia do bailarino: CorpoVontade=Subordinac¸a˜o\text{Corpo} - \text{Vontade} = \text{Subordinação}. Na verdade, o autodomínio no texto é o que liberta o corpo para servir ao espírito artístico, e não a um padrão externo.
  • Correta. O texto afirma explicitamente que o conhecimento e o autodomínio levam à "minha forma", ou seja, à expressão singular de cada artista. A técnica prepara o corpo para a "exigência do espírito artístico", validando a ideia de criação pessoal.
  • Incorreta. O aluno inverte a ordem de precedência estabelecida no texto. Ele considera que Ideia Anterior>Processo de Descoberta\text{Ideia Anterior} > \text{Processo de Descoberta}. O texto nega isso ao dizer: "através do conhecimento... chego à forma... e não o contrário".
  • Incorreta. O aluno interpreta o termo "técnica" como um fator de nivelamento coletivo. Ele divide a técnica pelo número de bailarinos esperando uma constante: Bailarinos/Teˊcnica=Igualdade\sum \text{Bailarinos} / \text{Técnica} = \text{Igualdade}. Contudo, a proposta é a busca pela "minha forma" (individualidade), e não pela uniformidade entre os praticantes.

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