SCHWARCZ, L.M. As barbas do imperador: D. PEdro II, um monarca nos…
Gabarito: B
As imagens apresentadas datam do início da década de 1850, período em que o Segundo Reinado buscava consolidar a estabilidade política após as agitações do Período Regencial. A transição visual de D. Pedro II é fundamental: ele deixa de ser retratado como a criança coroada no Golpe da Maioridade (1840) para ser representado com barba e postura serena, símbolos de maturidade e autoridade. Os elementos que o cercam, como livros, documentos e a coroa repousada sobre uma mesa (e não necessariamente sendo usada de forma imponente em campo de batalha), reforçam o caráter de um monarca que personifica as instituições e a Constituição de 1824. O objetivo era projetar a imagem de um 'imperador cidadão', um governante culto e civilizado que garantiria a ordem nacional por meio do cumprimento das leis e do equilíbrio entre as forças políticas (Liberais e Conservadores).
Enunciado
SCHWARCZ, L.M. As barbas do imperador: D. PEdro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Cia. das LEtras, 1998 (adaptado).
Essas imagens de D. Pedro II foram feitas no início dos anos de 1850, pouco mais de uma década após o Golpe da Maioridade. Considerando o contexto histórico em que foram produzidas e os elementos simbólicos destacados, essas imagens representavam um

Alternativas
- A)
jovem imaturo que agiria de forma irresponsável.
- B)
imperador adulto que governaria segundo as leis.
Resposta correta - C)
líder guerreiro que comandaria as vitórias militares.
- D)
soberano religioso que acataria a autoridade papal.
- E)
monarca absolutista que exerceria seu autoritarismo.
Resolução comentada
As imagens apresentadas datam do início da década de 1850, período em que o Segundo Reinado buscava consolidar a estabilidade política após as agitações do Período Regencial. A transição visual de D. Pedro II é fundamental: ele deixa de ser retratado como a criança coroada no Golpe da Maioridade (1840) para ser representado com barba e postura serena, símbolos de maturidade e autoridade. Os elementos que o cercam, como livros, documentos e a coroa repousada sobre uma mesa (e não necessariamente sendo usada de forma imponente em campo de batalha), reforçam o caráter de um monarca que personifica as instituições e a Constituição de 1824. O objetivo era projetar a imagem de um 'imperador cidadão', um governante culto e civilizado que garantiria a ordem nacional por meio do cumprimento das leis e do equilíbrio entre as forças políticas (Liberais e Conservadores).
- Incorreta. O aluno realiza a subtração e avalia erroneamente que dez anos de reinado não seriam suficientes para apagar a imagem do 'imperador menino' do Golpe da Maioridade, mantendo a percepção de imaturidade.
- Correta. As imagens destacam a maturidade (barba, fisionomia séria) e a proximidade com símbolos do saber e do direito (livros e papéis), caracterizando o governo como pautado pela legalidade constitucional.
- Incorreta. O aluno foca exclusivamente no fardamento militar (medalhas e dragonas) e ignora a presença de livros e o ambiente de gabinete, multiplicando o sentido da farda pela ideia de expansionismo bélico, o que não condiz com a política de estabilidade interna do período.
- Incorreta. O aluno interpreta a legitimidade monárquica como uma derivação direta da vontade clerical, somando a presença da coroa a uma suposta teocracia, ignorando que a Constituição de 1824 estabelecia o Padroado, no qual a Igreja era subordinada ao Estado.
- Incorreta. O aluno confunde o Poder Moderador com absolutismo clássico e ignora a presença da Constituição (representada pelos livros de leis na imagem), assumindo que o centralismo equivaleria ao autoritarismo sem limites legais.