DUARTE, P. A. Fundamentos de cartografia . Florianópolis: UFSC, 2002.…
Gabarito: C
A imagem ilustra um clássico mapa medieval conhecido como Mapa T-O (Orbis Terrarum). Este modelo cartográfico não buscava a precisão geográfica métrica, mas sim a representação de uma ordem espiritual e teológica do mundo, profundamente influenciada pelo cristianismo durante o período das Cruzadas.
Enunciado
DUARTE, P. A. Fundamentos de cartografia . Florianópolis: UFSC, 2002. As diferentes representações cartográficas trazem consigo as ideologias de uma época. A representação destacada se insere no contexto das Cruzadas por

Alternativas
- A)
revelar aspectos da estrutura demográfica de um povo.
- B)
sinalizar a disseminação global de mitos e preceitos políticos.
- C)
utilizar técnicas para demonstrar a centralidade de algumas regiões.
Resposta correta - D)
mostrar o território para melhor administração dos recursos naturais.
- E)
refletir a dinâmica sociocultural associada à visão de mundo eurocêntrica.
Resolução comentada
A imagem ilustra um clássico mapa medieval conhecido como Mapa T-O (Orbis Terrarum). Este modelo cartográfico não buscava a precisão geográfica métrica, mas sim a representação de uma ordem espiritual e teológica do mundo, profundamente influenciada pelo cristianismo durante o período das Cruzadas.
- Simbolismo Geométrico: O círculo (O) representa o mundo cercado pelo oceano primordial, enquanto o "T" interno é formado pelos corpos d'água (Rio Tanais, Rio Nilo/Mar Vermelho e Mar Mediterrâneo) que separam os três continentes conhecidos (Ásia, Europa e África).
- Centralidade de Jerusalém: Jerusalém é posicionada exatamente no centro do "T", ponto de encontro dos três continentes. Isso reflete a visão de Umbilicus Mundi (Umbigo do Mundo), essencial para o imaginário das Cruzadas, que visavam a reconquista desse centro espiritual.
- Orientação para o Oriente: Diferente dos mapas modernos voltados para o Norte, este mapa é orientado para o Leste (Oriens), que aparece no topo. É lá que se localiza o Paraíso (Paradise), reforçando a ideia de que a geografia física estava subordinada à geografia sagrada.