Pular para o conteúdo

A toxina botulínica (produzida pelo bacilo Clostridium botulinum )…

Gabarito: B

O blefaroespasmo é caracterizado por contrações involuntárias da musculatura das pálpebras. Para tratar essa condição, utiliza-se a toxina botulínica modificada. O mecanismo de ação fisiológico dessa substância baseia-se na inibição da liberação do neurotransmissor acetilcolina pelas vesículas sinápticas nos terminais nervosos. Sem a liberação de acetilcolina na fenda sináptica da junção neuromuscular, não ocorre o estímulo para a despolarização da membrana da fibra muscular e, consequentemente, não há contração. Esse bloqueio resulta em uma paralisia flácida temporária, aliviando os espasmos musculares excessivos citados no texto.

Enunciado

A toxina botulínica (produzida pelo bacilo Clostridium botulinum ) pode ser encontrada em alimentos malconservados, causando até a morte de consumidores. No entanto, essa toxina modificada em laboratório está sendo usada cada vez mais para melhorar a qualidade de vida das pessoas com problemas físicos e/ou estéticos, atenuando problemas como o blefaroespasmo, que provoca contrações involuntárias das pálpebras. BACHUR, T. P. R. et al. Toxina botulínica: de veneno a tratamento. Revista Eletrônica Pesquisa Médica, n. 1, jan.-mar. 2009 (adaptado). O alívio dos sintomas do blefaroespasmo é consequência da ação da toxina modificada sobre o tecido

Alternativas

  • A)

    glandular, uma vez que ela impede a produção de secreção de substâncias na pele.

  • B)

    muscular, uma vez que ela provoca a paralisia das fibras que formam esse tecido.

    Resposta correta
  • C)

    epitelial, uma vez que ela leva ao aumento da camada de queratina que protege a pele.

  • D)

    conjuntivo, uma vez que ela aumenta a quantidade de substância intercelular no tecido.

  • E)

    adiposo, uma vez que ela reduz a espessura da camada de células de gordura do tecido.

Resolução comentada

GABARITO: B

O blefaroespasmo é caracterizado por contrações involuntárias da musculatura das pálpebras. Para tratar essa condição, utiliza-se a toxina botulínica modificada. O mecanismo de ação fisiológico dessa substância baseia-se na inibição da liberação do neurotransmissor acetilcolina pelas vesículas sinápticas nos terminais nervosos. Sem a liberação de acetilcolina na fenda sináptica da junção neuromuscular, não ocorre o estímulo para a despolarização da membrana da fibra muscular e, consequentemente, não há contração. Esse bloqueio resulta em uma paralisia flácida temporária, aliviando os espasmos musculares excessivos citados no texto.

  • Incorreta. O aluno associa a pálpebra à produção de lágrimas e lubrificação ocular, operando a substituição da função motora (movimento) pela função secretora (glândulas). No entanto, o blefaroespasmo é uma disfunção de contração, não de secreção.
  • Correta. A toxina botulínica age diretamente na placa motora, impedindo a contração das fibras musculares, o que soluciona as contrações involuntárias (espasmos) do tecido muscular estriado esquelético da pálpebra.
  • Incorreta. O aluno confunde a camada superficial da pele (epiderme) com as estruturas motoras subjacentes. A queratina é uma proteína de revestimento e proteção, e sua produção não está relacionada ao mecanismo de contração ou paralisia induzido pela toxina.
  • Incorreta. O aluno confunde o tratamento com toxina botulínica com procedimentos de preenchimento facial (como o uso de ácido hialurônico), que visam aumentar o volume da matriz extracelular (substância intercelular) para fins estéticos, em vez de atuar na dinâmica neuromuscular.
  • Incorreta. O aluno associa equivocadamente a aplicação estética da toxina com a redução de gordura localizada (lipólise). A toxina não possui afinidade funcional com os adipócitos nem capacidade de reduzir a espessura da camada de gordura.

Usamos cookies necessários para o funcionamento do site e, com seu consentimento, cookies de análise para melhorar a experiência. Leia nossa Política de Privacidade.