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As consequências da crise na zona do euro só estão começando para a…

Gabarito: A

A crise econômica na Zona do Euro, intensificada a partir de 2008, forçou os países membros a buscarem formas de aumentar sua competitividade no cenário global. Como as moedas nacionais foram substituídas pelo Euro, esses países perderam a ferramenta de desvalorização cambial para tornar seus produtos mais baratos no exterior. Dessa forma, a solução encontrada foi o chamado ajuste interno, focado na redução dos custos de produção, especificamente os custos trabalhistas. O texto exemplifica isso com a França, que flexibilizou a jornada de trabalho, e com a pressão exercida pelas empresas sobre os sindicatos para reduzir encargos e salários.

Enunciado

As consequências da crise na zona do euro só estão começando para a maioria dos Países. Em 2008, perseguindo maior competitividade, a França já havia eliminado o limite de 35 horas semanais de trabalho no país. As empresas também têm endurecido nas negociações com os sindicatos, a fim de cortar gastos com mão de obra. As economias dos países mais encrencados são também as mais "pesadas" em termos de custo de mão de obra e as menos produtivas da Europa. Folha de São Paulo, 11. dez. 2011 (adaptado). A crise na zona do euro já apresenta impactos no trabalho e na produção, em função da

Alternativas

  • A)

    necessidade de reestruturação empresarial para diminuir o custo produtivo.

    Resposta correta
  • B)

    transferência de recursos financeiros para os países com maior viabilidade econômica.

  • C)

    influência das organizações trabalhistas para aprimorar a gestão eficiente do capital.

  • D)

    diminuição das horas trabalhadas semanalmente para adaptação à nova dinâmica de mercado.

  • E)

    redução do investimento na capacitação profissional para diminuir o custo da mão de obra.

Resolução comentada

GABARITO: A

A crise econômica na Zona do Euro, intensificada a partir de 2008, forçou os países membros a buscarem formas de aumentar sua competitividade no cenário global. Como as moedas nacionais foram substituídas pelo Euro, esses países perderam a ferramenta de desvalorização cambial para tornar seus produtos mais baratos no exterior. Dessa forma, a solução encontrada foi o chamado ajuste interno, focado na redução dos custos de produção, especificamente os custos trabalhistas. O texto exemplifica isso com a França, que flexibilizou a jornada de trabalho, e com a pressão exercida pelas empresas sobre os sindicatos para reduzir encargos e salários.

Análise das alternativas:

  • A) Correta. A reestruturação empresarial e estatal citada foca na flexibilização produtiva e na redução de gastos operacionais para recuperar a margem de lucro e a competitividade.
  • B) Incorreta. O aluno confunde reformas estruturais com auxílio direto. Por exemplo: o aluno calcula uma transferência de 20%20\% do PIB de uma nação rica para uma pobre como solução única, operando PIBA0,20PIBB\text{PIB}_A - 0,20 \to \text{PIB}_B, quando o texto trata de ajustes internos de custo.
  • C) Incorreta. O aluno inverte a lógica de poder apresentada. Por exemplo: o aluno interpreta as negociações como um acréscimo de direitos, somando 1+1=21+1=2 (cooperação), enquanto o texto relata o endurecimento das empresas para subtrair benefícios, operando 11=01-1=0.
  • D) Incorreta. O aluno comete um erro de interpretação semântica. Por exemplo: o aluno lê que o limite de 3535 horas foi eliminado e calcula 3535=035-35=0 horas trabalhadas, em vez de entender que a ausência de teto permite uma jornada t>35t > 35.
  • E) Incorreta. O aluno generaliza o corte de custos para todas as áreas. Por exemplo: o aluno supõe um corte linear de 15%15\% em todos os setores, calculando Capacitac¸a˜o0,85\text{Capacitação} \cdot 0,85, ignorando que a competitividade exige manutenção da produtividade técnica, focando o corte apenas na remuneração direta.

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