Texto I Abaporu. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 4…
Gabarito: A
A questão aborda a obra Abaporu (1928), de Tarsila do Amaral, e sua relação com o Movimento Antropofágico, fundado por Oswald de Andrade. O conceito central da antropofagia artística baseava-se na metáfora de "devorar" a cultura estrangeira (especialmente as vanguardas europeias, como o Cubismo e o Surrealismo) para digeri-las e criar uma arte genuinamente brasileira, livre da mera cópia servil. O texto II reforça que a obra foi o ponto de partida para o Manifesto Antropófago, simbolizando a busca por uma identidade nacional que não rejeitava o moderno, mas o reprocessava sob a ótica local.
Enunciado
Texto I
Abaporu. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 4 ago. 2012.
Texto II
Em janeiro de 1928, Tarsila queria dar um presente de aniversário especial ao seu marido, Oswald de Andrade. Pintou o Abaporu. Eles acharam que parecia uma figura indígena, antropófaga, e Tarsila lembrou-se do dicionário tupi-guarani de seu pai. Batizou-se o quadro de Abaporu, que significa homem que come carne humana, o antropófago. E Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e fundaram o Movimento Antropofágico. Disponível em: www.tarsiladoamaral.com.br. Acesso em: 4 ago. 2012 (adaptado).
O movimento originado da obra Abaporu pretendia se apropriar

Alternativas
- A)
da cultura europeia, para originar algo brasileiro.
Resposta correta - B)
da arte clássica, para copiar o seu ideal de beleza.
- C)
do ideário republicano, para celebrar a modernidade.
- D)
das técnicas artísticas nativas, para consagrar sua tradição.
- E)
da herança colonial brasileira, para preservar sua identidade.
Resolução comentada
GABARITO: A
A questão aborda a obra Abaporu (1928), de Tarsila do Amaral, e sua relação com o Movimento Antropofágico, fundado por Oswald de Andrade. O conceito central da antropofagia artística baseava-se na metáfora de "devorar" a cultura estrangeira (especialmente as vanguardas europeias, como o Cubismo e o Surrealismo) para digeri-las e criar uma arte genuinamente brasileira, livre da mera cópia servil. O texto II reforça que a obra foi o ponto de partida para o Manifesto Antropófago, simbolizando a busca por uma identidade nacional que não rejeitava o moderno, mas o reprocessava sob a ótica local.
Para chegar à resposta correta, é necessário compreender que o modernismo brasileiro de 1922 e desdobramentos (como o movimento de 1928) buscavam a autonomia cultural. A "devoração" era uma forma de apropriação crítica: utiliza-se a técnica externa para expressar a alma interna (o homem que come carne humana, o indígena, a terra).