CLARK, L. Bicho de bolso. Placas de metal, 1966. O objeto escultórico…
Gabarito: A
A obra Bicho de bolso (1966) pertence à famosa série Bichos, de Lygia Clark, um dos maiores nomes do Neoconcretismo brasileiro. Este movimento rompeu com a passividade do observador tradicional da arte concreta e propôs o conceito de "participador". A obra é composta por placas metálicas unidas por dobradiças, o que permite que o público manipule o objeto, alterando sua forma e configuração espacial. Essa interatividade é o ponto central da questão, pois elimina a distância entre o objeto artístico e o sujeito, integrando a experiência estética ao cotidiano e à vida do espectador.
Enunciado
CLARK, L. Bicho de bolso. Placas de metal, 1966. O objeto escultórico produzido por Lygia Clark, representante do Neoconcretismo, exemplifica o início de uma vertente importante na arte contemporânea, que amplia as funções da arte. Tendo como referência a obra Bicho de bolso , identifica-se essa vertente pelo(a)

Alternativas
- A)
participação efetiva do espectador na obra, o que determina a proximidade entre arte e vida.
Resposta correta - B)
percepção do uso de objetos cotidianos para a confecção da obra de arte, aproximando arte e realidade.
- C)
reconhecimento do uso de técnicas artesanais na arte, o que determina a consolidação de valores culturais.
- D)
reflexão sobre a captação artística de imagens com meios óticos, revelando o desenvolvimento de uma linguagem própria.
- E)
entendimento sobre o uso de métodos de produção em série para a confecção da obra de arte, o que atualiza as linguagens artísticas.
Resolução comentada
GABARITO: A
A obra Bicho de bolso (1966) pertence à famosa série Bichos, de Lygia Clark, um dos maiores nomes do Neoconcretismo brasileiro. Este movimento rompeu com a passividade do observador tradicional da arte concreta e propôs o conceito de "participador". A obra é composta por placas metálicas unidas por dobradiças, o que permite que o público manipule o objeto, alterando sua forma e configuração espacial. Essa interatividade é o ponto central da questão, pois elimina a distância entre o objeto artístico e o sujeito, integrando a experiência estética ao cotidiano e à vida do espectador.
- Correta (A): A proposta de Lygia Clark com os Bichos é justamente a quebra da barreira entre obra e espectador. Ao permitir que a pessoa toque e transforme a escultura, a arte deixa de ser um objeto de contemplação pura e torna-se uma experiência participativa, aproximando-a da dinâmica da própria vida.
- Incorreta. O aluno realiza a equivalência unitária de obra por objeto comum: . Por exemplo: o aluno interpreta que a manipulação manual transforma a escultura em um objeto cotidiano (como uma ferramenta), ignorando que, embora o material seja industrial, a intenção e a estrutura geométrica são construções artísticas neoconcretas.
- Incorreta. O aluno associa a escala reduzida e o manuseio à técnica manual tradicional: . Por exemplo: o aluno confunde a execução industrial das placas e dobradiças com processos de manufatura artesanal, obtendo a ideia errônea de consolidação de valores culturais tradicionais em uma obra de vanguarda.
- Incorreta. O aluno subtrai a profundidade física da análise escultórica: . Por exemplo: o aluno foca apenas na fotografia que registra a obra, calculando-a como uma imagem bidimensional captada por meios óticos (fotografia) em vez de um objeto físico tridimensional que existe no espaço.
- Incorreta. O aluno confunde a simplicidade formal e o material industrial com a serialização mecânica: . Por exemplo: o aluno aplica a lógica da Pop Art à obra de Clark, assumindo que o uso de metal implica produção em massa, obtendo um valor conceitual que ignora o caráter orgânico e único de cada interação com o Bicho.