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Pense no crescimento tecnológico de sua cidade nos últimos 10 ou 15…

Gabarito: B

A questão aborda o processo de urbanização brasileira e as desigualdades socioespaciais decorrentes do rápido crescimento das cidades. O texto destaca que o progresso técnico-científico e a modernização do campo impulsionaram fluxos migratórios para as áreas urbanas, mas de forma excludente. O resultado é a formação de periferias desassistidas, onde a população de baixa renda ocupa espaços de forma irregular por falta de opções de moradia acessível e dotada de infraestrutura básica.

Enunciado

Pense no crescimento tecnológico de sua cidade nos últimos 10 ou 15 anos e perceberá que, embora ela tenha crescido, a maioria dos novos bairros é moradia de pessoas humildes que, ou foram expulsas da área mais central pelo progresso técnico-científico, ou vieram do campo ou de outras regiões buscando melhores condições de vida, mas agora residem em lugares desprovidos dos serviços básicos. SOUZA, A. J. Texto e sugestões de atividades para abordar os conceitos de progresso e desenvolvimento. In: Ciência Geográfica, AGB, dez. 1995 (adaptado). Com as transformações ocorridas nas áreas rurais e urbanas das cidades pelo advento das tecnologias, as pessoas procuram se beneficiar de novas formas de sobrevivência. Para isso, apropriam-se dos espaços irregularmente. Diante dessa situação, o poder público deve criar políticas capazes de gerar

Alternativas

  • A)

    adaptação das moradias para oferecer qualidade de vida às pessoas.

  • B)

    locais de moradia dignos e infraestrutura adequada para esses novos moradores.

    Resposta correta
  • C)

    mutirões entre os moradores para o melhoramento estético das moradias populares.

  • D)

    financiamentos para novas construções e acompanhamento dos serviços técnicos.

  • E)

    situações de regularização de seus terrenos, mesmo que em áreas inadequadas.

Resolução comentada

GABARITO: B

A questão aborda o processo de urbanização brasileira e as desigualdades socioespaciais decorrentes do rápido crescimento das cidades. O texto destaca que o progresso técnico-científico e a modernização do campo impulsionaram fluxos migratórios para as áreas urbanas, mas de forma excludente. O resultado é a formação de periferias desassistidas, onde a população de baixa renda ocupa espaços de forma irregular por falta de opções de moradia acessível e dotada de infraestrutura básica.

O papel do poder público, diante desse cenário de precariedade habitacional e segregação, deve ser a garantia do direito à cidade. Isso implica não apenas na regularização jurídica, mas principalmente na provisão de habitação digna em locais seguros e na instalação de redes de serviços públicos essenciais (saneamento, iluminação, transporte, saúde e educação).

Análise das alternativas:

  1. Incorreta. O aluno foca na reforma pontual das edificações individuais em vez da infraestrutura urbana coletiva. Por exemplo: o aluno considera que apenas melhorar a estrutura da casa resolve o problema, ignorando os 100% de carência de serviços básicos (esgoto, água, luz) citados no texto.
  2. Correta. Esta alternativa atende diretamente à demanda por infraestrutura (serviços básicos) e moradia digna para as populações que foram empurradas para as periferias ou áreas irregulares pelo processo de segregação socioespacial.
  3. Incorreta. O aluno confunde melhoria da qualidade de vida com estética urbana. Por exemplo: o aluno prioriza 1 pintura de fachada em vez de 1 sistema de drenagem pluvial, o que não soluciona a falta de serviços básicos mencionada.
  4. Incorreta. O aluno prioriza o aspecto financeiro do mercado imobiliário em detrimento da assistência social direta e da urbanização de assentamentos precários. Por exemplo: o aluno foca no financiamento bancário para novos prédios, mas desconsidera que a população humilde citada no texto possui 0 capacidade de acesso ao crédito formal.
  5. Incorreta. O aluno ignora os riscos ambientais e sociais de se manter ocupações em locais perigosos. Por exemplo: o aluno escolhe a regularização em áreas de risco (encostas) em vez da realocação para áreas seguras, multiplicando por 2 o risco de desastres naturais para esses moradores.

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