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A primeira produção cinematográfica de propaganda nitidamente…

Gabarito: C

O filme Os Rotschilds (1940) exemplifica a utilização sistemática do cinema como ferramenta de propaganda pelo Terceiro Reich. Sob a direção do Ministério da Propaganda, chefiado por Joseph Goebbels, as produções cinematográficas nazistas não visavam apenas o entretenimento, mas a construção de uma narrativa ideológica que justificasse as ações do Estado. No caso específico dessa obra, o objetivo era aprofundar a intolerância étnica ao utilizar estereótipos negativos (como as 'mãos aduncas' e o 'olhar sádico') e bodes expiatórios econômicos. Ao associar a fortuna de uma família judia à guerra e à morte de milhões, o filme buscava desumanizar o grupo e validar as políticas antissemitas perante a opinião pública alemã.

Enunciado

A primeira produção cinematográfica de propaganda nitidamente antissemita foi Os Rotschilds (1940), de Erich Waschneck. Ambientado na Europa conturbada pelas guerras napoleônicas, o filme mostrava como essa importante família de banqueiros judeus beneficiou-se das discórdias entre as nações europeias, acumulando fortuna à custa da guerra, do sofrimento e da morte de milhões de pessoas. O judeu é retratado como uma criatura perigosa, de mãos aduncas, rosto encarniçado e olhar sádico e maléfico.

PEREIRA, W. Cinema e genocídio judaico: dimensões da memória audiovisual do nazismo e do holocausto. In: Educando para a cidadania e a democracia. 6ª Jornada Interdisciplinar. Rio de Janeiro: SME; UERJ, jun. 2008 (fragmento).

Os Rotschilds foi produzido na Alemanha nazista. A partir do texto e naquela conjuntura política, o principal objetivo do filme foi

Alternativas

  • A)

    defender a liberdade religiosa.

  • B)

    controlar o genocídio racial.

  • C)

    aprofundar a intolerância étnica.

    Resposta correta
  • D)

    legitimar o expansionismo territorial.

  • E)

    contestar o nacionalismo autoritário.

Resolução comentada

O filme Os Rotschilds (1940) exemplifica a utilização sistemática do cinema como ferramenta de propaganda pelo Terceiro Reich. Sob a direção do Ministério da Propaganda, chefiado por Joseph Goebbels, as produções cinematográficas nazistas não visavam apenas o entretenimento, mas a construção de uma narrativa ideológica que justificasse as ações do Estado. No caso específico dessa obra, o objetivo era aprofundar a intolerância étnica ao utilizar estereótipos negativos (como as 'mãos aduncas' e o 'olhar sádico') e bodes expiatórios econômicos. Ao associar a fortuna de uma família judia à guerra e à morte de milhões, o filme buscava desumanizar o grupo e validar as políticas antissemitas perante a opinião pública alemã.

  • Incorreta. Operação de inversão de sinal ideológico: o aluno interpreta a exibição de ódio religioso e étnico como uma apologia à tolerância, confundindo o valor de segregação (negativo) com o de liberdade (positivo).
  • Incorreta. Erro de direção causal: o aluno identifica o termo 'genocídio' e calcula que o Estado agia para 'controlá-lo' ou mitigá-lo, quando a propaganda atua com peso multiplicador para fomentar e legitimar o processo de extermínio.
  • Correta. O texto deixa claro que a construção cinematográfica reforça o preconceito étnico ao atribuir aos judeus a culpa por tragédias europeias e ao caracterizá-los de forma monstruosa, alimentando a intolerância necessária para a manutenção do regime.
  • Incorreta. Operação de generalização temática: o aluno identifica o contexto das 'guerras napoleônicas' e atribui o objetivo de expansão territorial (Lebensraum) a um filme que foca 100% na caracterização negativa da etnia judaica e não na conquista de fronteiras.
  • Incorreta. Erro de identificação de autoria: o aluno atribui valor de resistência (-1) a uma obra produzida pela própria máquina estatal nazista (+1), ignorando que o cinema oficial jamais contestaria o nacionalismo autoritário que o financiava.

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