Segundo Aristóteles, uma vez deslocados de seu local natural, os…
Gabarito: A
A questão aborda a transição paradigmática entre a física aristotélica e a física clássica de Isaac Newton. Para Aristóteles, o estado natural de um corpo terrestre era o repouso. Assim, para que um objeto permanecesse em movimento (movimento forçado), era necessária a aplicação contínua de uma força (a "causa"). No momento em que essa força cessasse, o corpo retornaria ao seu estado de repouso ou ao seu local natural.
Enunciado
Segundo Aristóteles, uma vez deslocados de seu local natural, os elementos tendem espontaneamente a retornar a ele, realizando movimentos chamados de naturais. Já em um movimento denominado forçado, um corpo só permaneceria em movimento enquanto houvesse uma causa para que ele ocorresse. Cessada essa causa, o referido elemento entraria em repouso ou adquiriria um movimento natural. PORTO, C. M. A física de Aristóteles: uma construção ingênua? Revista Brasileira de Ensino de Física. V. 31, n° 4 (adaptado). Posteriormente, Newton confrontou a ideia de Aristóteles sobre o movimento forçado através da lei da
Alternativas
- A)
inércia.
Resposta correta - B)
ação e reação.
- C)
gravitação universal.
- D)
conservação da massa.
- E)
conservação da energia.
Resolução comentada
GABARITO: A
A questão aborda a transição paradigmática entre a física aristotélica e a física clássica de Isaac Newton. Para Aristóteles, o estado natural de um corpo terrestre era o repouso. Assim, para que um objeto permanecesse em movimento (movimento forçado), era necessária a aplicação contínua de uma força (a "causa"). No momento em que essa força cessasse, o corpo retornaria ao seu estado de repouso ou ao seu local natural.
Newton confrontou essa ideia com a Primeira Lei de Newton, ou Lei da Inércia. Segundo esse princípio, a força não é a causa do movimento em si, mas sim a causa da no estado de movimento. Um corpo em movimento retilíneo uniforme tende a permanecer nesse estado indefinidamente, a menos que uma força resultante externa atue sobre ele. Portanto, cessada a causa (força resultante nula), o corpo não para necessariamente, mas mantém sua velocidade constante.
- Correta. A Lei da Inércia estabelece que a ausência de forças resultantes implica na manutenção da velocidade vetorial, contradizendo diretamente a necessidade de uma causa contínua para manter o movimento.
- Incorreta. O aluno confunde a interação entre dois corpos com a persistência do movimento de um único corpo. Por exemplo: o aluno aplica a igualdade acreditando que o movimento só ocorre enquanto a ação supera a reação, em vez de compreender que a inércia independe da interação mútua para manter o estado cinemático.
- Incorreta. O aluno associa o termo "local natural" citado por Aristóteles à força de atração gravitacional. Por exemplo: o aluno utiliza a fórmula para justificar a tendência de queda dos corpos, mas ignora que o confronto solicitado pelo enunciado refere-se à manutenção do movimento forçado (horizontal ou genérico), que é explicado pela inércia, e não pela atração de massas.
- Incorreta. O aluno confunde a conservação da quantidade de matéria com a dinâmica do movimento. Por exemplo: o aluno supõe que a de Lavoisier explicaria por que o movimento para, relacionando erroneamente a "causa" aristotélica com a existência física da massa.
- Incorreta. O aluno associa a cessação da "causa" ao esgotamento da energia. Por exemplo: o aluno calcula que se o trabalho então a variação de energia cinética deve levar o corpo ao repouso (), quando na verdade a conservação da energia mecânica em sistemas ideais implicaria na manutenção do movimento, validando a inércia.