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O despotismo é o governo em que o chefe do Estado executa…

Gabarito: A

A questão solicita a aplicação do conceito kantiano de despotismo ao cenário político brasileiro após o Ato Institucional nº 5 (AI-5), ocorrido em 1968. Segundo Immanuel Kant, o despotismo caracteriza-se pela execução arbitrária das leis por parte do governante, que sobrepõe sua vontade particular à vontade pública (o interesse comum e a soberania da lei). No Brasil, o AI-5 representou o auge do fechamento autoritário da Ditadura Militar, permitindo ao Presidente da República legislar por decretos, suspender direitos políticos e intervir em outros poderes sem controle judicial.

Enunciado

O despotismo é o governo em que o chefe do Estado executa arbitrariamente as leis que ele dá a si mesmo e em que substitui a vontade pública por sua vontade particular. KANT, I. Despotismo. In: JAPIASSÚ, H.; MARCONDES, D. Dicionário básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. O conceito de despotismo elaborado pelo filósofo Immanuel Kant pode ser aplicado na interpretação do contexto político brasileiro posterior ao AI-5, porque descreve

Alternativas

  • A)

    o autoritarismo nas relações de poder.

    Resposta correta
  • B)

    as relações democráticas de poder.

  • C)

    a usurpação do poder pelo povo.

  • D)

    a sociedade sem classes sociais.

  • E)

    a divisão dos poderes de Estado.

Resolução comentada

A questão solicita a aplicação do conceito kantiano de despotismo ao cenário político brasileiro após o Ato Institucional nº 5 (AI-5), ocorrido em 1968. Segundo Immanuel Kant, o despotismo caracteriza-se pela execução arbitrária das leis por parte do governante, que sobrepõe sua vontade particular à vontade pública (o interesse comum e a soberania da lei). No Brasil, o AI-5 representou o auge do fechamento autoritário da Ditadura Militar, permitindo ao Presidente da República legislar por decretos, suspender direitos políticos e intervir em outros poderes sem controle judicial.

  • Correta. O autoritarismo nas relações de poder. O AI-5 personifica a definição de Kant: o governante assume funções que deveriam ser coletivas e decide arbitrariamente. A concentração de poderes no Executivo e a supressão de garantias fundamentais definem um regime autoritário onde a vontade do soberano prevalece sobre a norma jurídica democrática.
  • Incorreta. O aluno confunde a descrição da substituição da vontade pública com a sua vigência. Se a vontade pública fosse respeitada, o valor de democracia seria 11, mas o texto indica que ela é subtraída pela vontade particular (11=01 - 1 = 0), resultando na negação total do processo democrático.
  • Incorreta. O aluno inverte o sujeito da ação política. Em vez de identificar o chefe do Estado como o usurpador, o aluno atribui o poder ao povo, interpretando erroneamente que a menção à "vontade pública" significa poder popular. O aluno calcula Vontade Particular=Vontade do Povo\text{Vontade Particular} = \text{Vontade do Povo} em vez de Vontade Particular=Vontade do Chefe\text{Vontade Particular} = \text{Vontade do Chefe}.
  • Incorreta. O aluno aplica um conceito do materialismo histórico (Marxismo) a um contexto de teoria do Estado liberal/iluminista. O aluno iguala Auseˆncia de Leis Puˊblicas=Auseˆncia de Classes\text{Ausência de Leis Públicas} = \text{Ausência de Classes}, obtendo um resultado de sociedade sem classes, o que não possui base no texto de Kant ou no contexto do AI-5.
  • Incorreta. O aluno associa a palavra "leis" à tripartição de poderes, mas ignora que o despotismo é a sua fusão. O aluno soma as funções independentes como se fossem uma única vontade: Pe+Pl+Pj=1P_e + P_l + P_j = 1 (Poder Único/Despótico), falhando em perceber que a divisão de poderes (1+1+1=31 + 1 + 1 = 3) é justamente o que o AI-5 destruiu.

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