No processo de industrialização de mamona, além do óleo que contém…
Gabarito: B
A questão aborda a solubilidade de substâncias com base na sua polaridade. O óleo de mamona é composto majoritariamente por triglicerídeos (ésteres de ácidos graxos), que são moléculas predominantemente apolares e, portanto, lipofílicas. Pela regra química da semelhança ("semelhante dissolve semelhante"), substâncias apolares dissolvem-se em solventes apolares, enquanto substâncias polares dissolvem-se em solventes polares.
Enunciado
No processo de industrialização de mamona, além do óleo que contém vários ácidos graxos, é obtida uma massa orgânica, conhecida como torta de mamona. Esta massa tem potencial para ser utilizada como fertilizante para o solo e como complemento em rações animais devido a seu elevado valor proteico. No entanto, a torta apresenta compostos tóxicos e alergênicos diferentemente do óleo da mamona. Para que a torta possa ser utilizada na alimentação animal, é necessário um processo de descontaminação. Revista Química Nova na Escola. V. 32, nº 1, 2010 (adaptado). A característica presente nas substâncias tóxicas e alergênicas, que inviabiliza sua solubilização no óleo de mamona, é a
Alternativas
- A)
Iipofilia.
- B)
hidrofilia.
Resposta correta - C)
hipocromia.
- D)
cromatofilia.
- E)
hiperpolarização.
Resolução comentada
GABARITO: B
A questão aborda a solubilidade de substâncias com base na sua polaridade. O óleo de mamona é composto majoritariamente por triglicerídeos (ésteres de ácidos graxos), que são moléculas predominantemente apolares e, portanto, lipofílicas. Pela regra química da semelhança ("semelhante dissolve semelhante"), substâncias apolares dissolvem-se em solventes apolares, enquanto substâncias polares dissolvem-se em solventes polares.
O enunciado afirma que as toxinas e alérgenos presentes na torta de mamona não se solubilizam no óleo durante o processo de extração. Isso indica que tais substâncias possuem uma natureza química oposta à do óleo. Sendo o óleo apolar, as toxinas devem ser polares. A característica que define a afinidade por solventes polares (como a água) é a hidrofilia.
- Incorreta. Se as substâncias tóxicas apresentassem lipofilia, elas teriam afinidade pelo óleo (que é lipídico) e seriam extraídas junto com ele, tornando o óleo tóxico. O erro pedagógico é a inversão do conceito de solubilidade: o aluno associa a palavra "lipo" ao óleo e marca a alternativa sem considerar que a característica deve explicar a não solubilização.
- Correta. A hidrofilia indica que as moléculas são polares. Como o óleo é apolar, substâncias hidrofílicas (polares) não conseguem se misturar ou se dissolver nele, permanecendo retidas na fase sólida (torta) após a extração do óleo.
- Incorreta. A hipocromia refere-se à redução da cor ou, na biologia, à diminuição da concentração de hemoglobina nas hemácias. O erro pedagógico é a confusão terminológica: o aluno associa o prefixo "hipo" (pouco) à baixa solubilidade, ignorando que o sufixo "cromia" refere-se à cor e não à afinidade química.
- Incorreta. A cromatofilia refere-se à afinidade de certas estruturas biológicas por corantes (usada em histologia). O erro pedagógico é o uso de um termo técnico de afinidade ("filia") sem analisar o radical correto: o aluno identifica a necessidade de uma afinidade, mas escolhe "cromato" (cor) em vez de "hidro" (água/polaridade).
- Incorreta. A hiperpolarização é um termo da neurofisiologia que descreve o aumento da diferença de potencial elétrico através da membrana celular. O erro pedagógico é a associação léxica equivocada: o aluno reconhece que a solubilidade depende da "polaridade", vê a palavra "polarização" e a escolhe por semelhança ortográfica, sem distinguir o conceito químico de polaridade molecular do conceito físico-biológico de potencial de membrana.