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O Império Inca, que corresponde principalmente aos territórios da…

Gabarito: A

A questão exige a análise da estrutura social do Império Inca a partir do texto de apoio. O enunciado é categórico ao descrever a sociedade como uma estrutura fortemente estratificada, enumerando grupos que variam drasticamente em poder e prestígio, desde o imperador (Sapa Inca) e a nobreza até camponeses e escravos. Essa organização é característica de sociedades estamentais, onde a posição social é definida pelo nascimento e as desigualdades são institucionalizadas, muitas vezes sob uma justificativa religiosa (teocracia).

Enunciado

O Império Inca, que corresponde principalmente aos territórios da Bolívia e do Peru, chegou a englobar enorme contingente populacional. Cuzco, a cidade sagrada, era o centro administrativo, com uma sociedade fortemente estratificada e composta por imperadores, nobres, sacerdotes, funcionários do governo, artesãos, campo neses, escravos e soldados. A religião contava com vários deuses, e a base da economia era a agricultura. principal mente o cultivo da batata e do milho. A principal característica da sociedade inca era a

Alternativas

  • A)

    ditadura teocrática, que igualava a todos.

    Resposta correta
  • B)

    existência da igualdade social e da coletivização da terra.

  • C)

    estrutura social desigual compensada pela coletivização de todos os bens.

  • D)

    existência de mobilidade social, o que levou à composição da elite pelo mérito.

  • E)

    impossibilidade de se mudar de extrato social e a existência de uma aristocracia hereditária.

Resolução comentada

A questão exige a análise da estrutura social do Império Inca a partir do texto de apoio. O enunciado é categórico ao descrever a sociedade como uma estrutura fortemente estratificada, enumerando grupos que variam drasticamente em poder e prestígio, desde o imperador (Sapa Inca) e a nobreza até camponeses e escravos. Essa organização é característica de sociedades estamentais, onde a posição social é definida pelo nascimento e as desigualdades são institucionalizadas, muitas vezes sob uma justificativa religiosa (teocracia).

  • Incorreta. O aluno ignora a menção explícita à estratificação e supõe que a submissão comum ao caráter divino do imperador tornava todos os súditos socialmente equivalentes. O aluno realiza a operação lógica de igualar classes distintas, assumindo um valor de status 1=11 = 1 para nobres e escravos, o que contradiz a hierarquia detalhada no texto.
  • Incorreta. O aluno confunde o sistema de posse de terra comunitária (o ayllu) com a inexistência de classes sociais. O aluno opera com a premissa de que 100% de terras estatais=100% de igualdade social100\% \text{ de terras estatais} = 100\% \text{ de igualdade social}, ignorando que o controle do excedente e a isenção de tributos físicos eram privilégios exclusivos da elite.
  • Incorreta. O aluno interpreta o sistema de reciprocidade e a redistribuição estatal de alimentos como um mecanismo de nivelamento total. O aluno executa o cálculo mental equivocado de que estratificac¸a˜o+coletivizac¸a˜o=0 (sociedade igualitaˊria)\text{estratificação} + \text{coletivização} = 0 \text{ (sociedade igualitária)}, negligenciando que a base econômica coletiva servia justamente para sustentar o topo luxuoso da pirâmide social.
  • Incorreta. O aluno projeta valores meritocráticos contemporâneos em uma organização imperial antiga. O aluno estima uma taxa de mobilidade social de >50%> 50\% baseada em esforço individual, quando a estrutura estamental descrita impunha uma taxa real de 0%0\% para a imensa maioria da população, mantendo as castas fechadas.
  • Correta. A afirmação de que a sociedade era 'fortemente estratificada' e composta por grupos como imperadores e nobres confirma a existência de uma aristocracia hereditária e a rigidez social, impedindo a mudança de extrato (estamento).

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